O que reformulei sobre as Tendências

O slow living no mercado e nas relações com quem cria e quem consome

Por Bruna Miranda, conteúdo compartilhado em nossa comunidade. Faça parte.

 

Depois que decidi não mais atuar com o jornalismo e marketing de moda e estilo de vida convencionais e me dei um tempo e um sabático pra pensar, achei que não trabalharia mais nessa área até conhecer o mercado do slow living, do empreendedorismo consciente.

E com isso acabei bloqueando a palavra tendência por ela continuar me remetendo, e acredito que a outras pessoas também, a processos passageiros, e em uma velocidade cada vez maior. E especialmente nas tradicionais mídias ligadas à moda e ao comportamento.

Segui então no fluxo do significado de tendências como um movimento, assim como, claro, o próprio movimento slow. Já sabemos que o slow não é uma moda do momento, é um (re)direcionamento, uma (re)conexão, que chegou para transformar. Algo que cresce de maneira mais sutil porém em uma força crescente, e tendo como um importantíssimo diferencial o desenvolvimento de relações significativas. Um movimento que segue contra o fluxo “normal” das coisas, retornando ao natural, ao essencial, ao cuidado e à inovação.

Mas também cabe a nós, pessoas e profissionais engajados e/ou interessados em uma vida e mercado conscientes, analisarmos a palavra tendência em um contexto geral de negócios, saindo do patamar do modismo. Focando no futuro, para absorver e fortalecer esses novos padrões de comportamento em todos nós, consumidores. Nas macrotendências, tendências de longo prazo, bem diferentes daquilo que vem e logo vai. Que não acontecem da noite para o dia e sim ao seu tempo, e que chegam para trazer mudanças significativas que envolvem gostos pessoais, estilo de vida, a forma como nos comportamos e outros fatores incorporados em nosso dia a dia.

Vale lembrar o enorme poder dos consumidores para causar um impacto na sociedade e no mercado. Comprar é um ato político. Através do dinheiro definimos o que se fortalece e o que se torna obsoleto.

E nesse viés, as tendências são fundamentais para compreendermos melhor as transformações a que estamos sempre inseridos, especialmente agora nesse momento de transição profunda. Para concretizarmos, em informações reais, claras e relevantes, o slow living e a sua influência, agora e na criação de um novo futuro. E para que, entendendo o comportamento de quem já consome e pretende consumir de maneira mais consciente, quem cria com o propósito de fazer a diferença, os empreendedores slow, possam atende-los cada dia melhor e mais sintonizados.

Então assim a tendência se apresenta como uma mudança duradoura nas atitudes e no comportamento dos consumidores, oferecendo oportunidades de novos negócios e de ressignificação dos que já existem.

Seguimos juntos no fortalecimento dessas criações e estratégias, dos dados sobre o mercado consciente, sobre comportamento e comportamento de consumo, e de toda a transformação que os novos olhares e novos caminhos têm a nos oferecer. E a nos beneficiar, de maneira abrangente. #SlowHunting

Longo-prazo: As verdadeiras TRENDS. Que envolvem mudanças no gosto e estilo de vida, uma mudança duradoura nas atitudes e comportamentos, sendo bem mais do que uma mania passageira. São verdadeiras tendências comportamentais incorporadas em nosso dia a dia e que oferecem oportunidades de negócio.” – Luís Rasquilha, no livro “Coolhunting e Pesquisa de Tendências”

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