Fashion Revolution e Slow Fashion: 20 motivos para aderir, como empresa e consumidor

Por Bruna Miranda

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Um movimento que tanto me ensinou – em minha atuação em seu início, de 2014 a 2016, com a comunicação no Brasil e como representante em BH – e ainda ensina. Que chega para transformar e continua, a cada ano. Nesse quinto Fashion Revolution Day, celebrado hoje, o desabamento das fábricas têxteis em Bangladesh (reflexo de uma mazela  da indústria, pelo mundo) segue sendo lembrado e fortalecido através da informação e conscientização de seu questionamento chave, #WhoMadeMyClothes#QuemFezMinhasRoupas, para que os consumidores busquem comprar de quem aplica o cuidado com quem faz, com o meio ambiente e com eles próprios, que investem seu dinheiro e suas escolhas.

 

10 motivos para as empresas aderirem ao Fashion Revolution e ao Slow Fashion

Um movimento, um caminho inovador e necessário, não mais um nicho

 

1) Para desenvolver um trabalho com alma, com uma beleza real, valores pessoais e propósito. O mercado já está se transformando e incorporando atitudes mais conscientes, verdadeiras e cuidadosas.

2) Para fazer parte e se consolidar em um novo paradigma, holístico; de uma nova economia, circular; e de um novo empreendedorismo e marketing, slow e consciente, através das oportunidades de inserir à identidade e valores da marca o comércio justo, a inovação em tecidos e em maneiras de fazer, o resgate (e/ou uma possível ressignificação) de saberes tradicionais, o enfoque na reutilização e na durabilidade, a soma de forças ao se associar a uma campanha como essa, uma importante contribuição para a conscientização e o fortalecimento do mercado, dentre outras.

3) O consumidor, cada dia mais, caminha para uma maior exigência com relação à procedência do que compra. Ele quer saber de onde vieram as suas roupas, como foram feitas, quem fez, com qual matéria prima, se houve exploração ambiental e animal, se vai durar e, ainda, se são realmente necessárias em seu guarda roupas.

4) TRANSPARÊNCIA. Para criar uma relação de confiança com o consumidor ao mostrar a sua produção, suas escolhas, sua equipe. Um gesto de aproximação e um exemplo através desse valor intrínseco ao que é real e coerente.

5) Para a construção de uma CONEXÃO mais significativa com seus clientes, parceiros e fornecedores. A pura compra e venda já ficou pra trás há tempos. Há que se inserir mais autenticidade e oferecer valores além do que o produto, em si.

6) A valorização da sua HISTÓRIA, sua equipe, cada etapa de criação e produção, todos igualmente importantes no processo. O cuidado e o justo são questões fundamentais para a construção de uma comunidade própria, com suas histórias relevantes, dentro da empresa e fora dela. Seus clientes fazem parte do seu dia a dia e impulsionam o seu movimento por conta própria, por identificação, por se alinharem e apoiarem os seus valores.

7) Colocar em prática, de uma maneira transformadora, a criatividade. Não apenas para criar novas coleções, estampas e modelos, mas também, e especialmente, para desenvolver materiais menos impactantes, para reutilizar, para dar vida – com beleza, elegância, frescor e essência – às inúmeras possibilidades de se experimentar, estimular, inspirar e transformar.

8) Fazer parte da mudança, ser um pioneiro, fazer parte de toda a comunidade inserida nas mesmas buscas. Não apenas trazendo mais produtos sustentáveis e éticos para o mercado, mas incorporando transformações em sua cadeia como um todo. Mesmo não sendo da noite para o dia e, sim, em um tempo possível e saudável para se experimentar, desaprender, aprender de novo, transformar com consistência e abrangência.

9) Informar. Ao compartilhar seus modos de criar, produzir e entregar, suas estratégias criativas e sustentáveis de inovação, sua empresa se torna uma fonte de conteúdo inspirador e transformador, tanto para os consumidores quanto para o mercado como um todo, ultrapassando a área da moda.

10) A transformação dentro da empresa continua se fortalecendo ao mesmo tempo em que a expressa fora. Ao invés de correr para se adaptar em um futuro próximo, desenvolver no agora suas melhores possibilidades de inovação, começando pequeno e evoluindo, é crucial para se destacar, se posicionar e ser lembrado pelo novo consumidor, que segue se sintonizando às transformações pessoais e de mundo a que estamos inseridos.

Reinventar, ressignificar, para uma nova realidade. Nos últimos 15 anos, 52% das 500 empresas listadas na Forbes desapareceram. As transformações são constantes. As oportunidades também. Especialmente nessa era de transição. Para resgatar, inovar e contribuir. Dentro e fora.”

 

10 motivos para aderir ao Fashion Revolution e ao Slow Fashion, como consumidor

O Fashion Revolution chega para fortalecer a mensagem: não é justo e nem aceitável que pessoas morram e sejam exploradas, que degradem o ambiente de todos, que explorem e matem animais, em nome da moda. Da moda rápida, volumosa e barata (e que nem é mais tão barata assim) e também das grifes, que ainda se aproveitam das altíssimas margens de lucro.

Buscar informação sobre a procedência do que se compra é a melhor escolha. Perguntar, ler as etiquetas, comprar menos e melhor. Buscar levar ao que se veste mais qualidade, cuidado e histórias. Mais essência e durabilidade, menos tendências passageiras e vazias. Em conjunto, é possível alcançar grandes transformações.

1) Compreender as sérias mazelas da indústria, e a urgente necessidade de se trazer melhorias.

2) Escolher melhor, fazer a sua parte com as suas escolhas.

3) Apoiar as marcas e os empreendedores que criam com ética, respeito e cuidados.

4) Destacar as marcas e os empreendedores que são exemplos em resgate de saberes, em inovação, em um marketing consciente, para que inspirem mais pessoas e profissionais nesse caminho da moda como uma força para o bem.

5) Descobrir quais são as marcas que possivelmente fazem (ou já fizeram) parte do seu guarda roupas e que continuam a produzir com exploração, para que seja possível desviar seu poder de compra a quem realmente merece apoio e convivência.

6) Uma inspiração a olhar para o local. Para comprar de quem está ali ao seu lado produzindo para contribuir, para viver dignamente com suas famílias e realizar seus sonhos.

7) Encontrar pessoas que pensam como você e, assim, participar de uma rede colaborativa de projetos, marcas, ações, encontros, estudos e muito mais, em direção a uma moda que transforma e impacta positivamente. E que cada dia mais não deixa de lado um bom design, especialmente o atemporal.

8) Descobrir que o mercado da moda consciente traz inúmeras oportunidades para quem quer aliar o seu trabalho a seus valores e propósitos. Dentro de todas as possibilidades da indústria da moda.

9) Para que se possa continuar desenvolvendo também uma abordagem mais humana, cuidadosa e diversificada para a comunicação e o marketing na moda.

10) Para que a moda como uma força de transformação positiva fortaleça o seu papel como atuante e inspiradora artística, cultural, comportamental e empresarial, inclusive incentivando outras áreas do mercado que também se encontram em busca de melhorias.

 

Você já perguntou hoje #QuemFezMinhasRoupas? Seja Curioso, Descubra, Faça Algo.

Foto do topo: Katelyn Toth-Fejel

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Sobre Bruna Miranda

Bruna é empreendedora e jornalista, idealizadora da plataforma Review e da revista impressa Guia Slow Living, e está experimentando uma vida nômade pelo Brasil. É movida pelo que é atemporal ...

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