Slow Work: Como aderimos a um trabalho mais significativo, leve e produtivo

Por Bruna Miranda

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A foto do topo é de uma das nossas várias mesas de trabalho, nesses últimos anos. De homeoffice e coworkings, em BH, a, desde o início da vida nômade, casas, quintais, jardins, praia, piscina, cafés…

Agora em 2018 completo 10 anos desde que tive um último emprego fixo. De lá pra cá, trabalhei com eventos e jornalismo, comunicação e marketing empresarial. E desde então não tive períodos muito certinhos de férias, ainda mais porque o trabalho com eventos era forte especialmente nos períodos de recesso e, desde que começamos com o Review, o trabalho online também rendia nos períodos de férias. Agora nessa fase nômade temos menos ainda essa definição! Nesse janeiro, assim como no ano passado, temos um mês em que, com sua atmosfera mais tranquila, felizmente, tiramos para atualizar materiais e conteúdos e firmarmos novas possibilidades. Além de continuarmos com o que já fazemos.

Mas quando é que a gente descansa, então? Em qualquer dia/período em que estivermos mais tranquilos com nossos afazeres e/ou quando o corpo pedir! Pode ser durante a semana e em quaisquer momentos do dia. Desconectamos, desligamos o computador e aproveitamos a cidade em que estamos, a cama, a rede, o sofá, os espaços naturais e culturais… Boas vezes sem celular e sem câmera. E nos sentimos de férias! E, ao trabalhar, não nos sentimos tão longe dela.

Nosso escritório em Tamandaré/PE, na Pousada Manupi

Onde quero chegar com isso é com relação ao Slow Work. Acreditamos tanto nessa forma de trabalhar! Por aqui escolhemos e fomos atrás da possibilidade de considerar o trabalho uma parte fundamental da vida, mas sem todo o peso que normalmente só sua palavra já carrega. Mesclar o trabalho em si com o que mais queremos e precisamos investir nosso tempo. Inclusive sem importar em que época ou dia da semana é! Pra gente tornou-se fundamental um dia a dia em que, de repente, na segunda escolhemos ir à praia e no domingo e/ou feriado passamos o dia trabalhando, com merecidas pausas entre cada coisa que fazemos. Onde podemos trabalhar com uma escolha mais apurada, para realizar melhor menos coisas. E pra driblarmos com mais eficiência os desperdiçadores de tempo – dos clássicos, como a internet e as redes sociais, às tarefas que não são tão relevantes assim pro trabalho como um todo.

Hoje vejo que esse é o motivo principal pelo qual sempre questionei o trabalho de 9h às 18h: por considerar que o tempo para mim também é relevante. E que eu não queria ter que “enfrentar” tristemente as segundas-feiras. Há bastante material inspirador nos indicando esses caminhos, onde o menos e melhor importa, onde o tempo para cuidar de si e de nossas relações importa, onde o ócio criativo é considerado. E tudo isso trazendo mais alegria, saúde, entusiasmo e, ao contrário do que possa parecer, produtividade!

Uma mente descansada e um corpo bem cuidado rendem muito mais; um trabalho sem a pressão do excesso e da pressa é mais bem executado (muito mais!); um ambiente colaborativo e cuidadoso traz benefícios que eu poderia falar até amanhã. A flexibilidade de horários nos permite ouvir o nosso corpo e entender qual o melhor momento para cada atividade essencial da vida. Já a flexibilidade de locais nos traz mais possibilidades criativas, mais ânimo, mais energia. E trabalhar viajando com certeza é um objetivo que muita gente compartilha conosco.

Daí o tempo de vida em que, além de trabalhar, podemos nos dedicar a nós mesmos e aos nossos queridos, a um hobby, a um novo estudo e afins, traz um equilíbrio que é essencial para um bem viver. E esse valor é baseado no ganha-ganha! Ganha quem trabalha por conta própria, ganha quem emprega e ganha quem realiza as funções em seu emprego. Afinal, quem não quer mais disposição e realização com o que faz? E agora, para continuarmos ganhando, ficamos na torcida para que cada inspiração e resultado positivo vindos com o slow work ganhem cada vez mais adeptos. E disso não temos dúvidas. Pelo mundo!

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Sobre Bruna Miranda

Bruna é empreendedora e jornalista, idealizadora da plataforma Review e da revista impressa Guia Slow Living, e está experimentando uma vida nômade pelo Brasil. É movida pelo que é atemporal ...

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