Guia Slow Pelo Brasil | O Primeiro Mês e Meio

Por Bruna e Ismael

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No último dia 24 de outubro tivemos bastante a comemorar (já percebeu que sempre encontramos motivos pra isso? E o bom é que sempre encontramos ainda mais motivos! <3)

Foi quando completamos um mês de estrada, de slow nômades, saindo de Minas em direção ao nordeste; foi quando chegamos a 10 mil inscritos em nosso instagram e também junto ao nosso aniversário de namoro.

E como comentamos em um texto anterior, a nossa percepção de tempo também mudou. Os 10 dias, em média, que ficamos em cada lugar/casa até então, acumulam experiências que, mesmo com a sensação usual da vida de que passa bem rápido, nos trazem tantos acontecimentos que parece que o dia alargou.

Resumindo, acho que no dia a dia em uma cidade, na rotina em que nos acostumamos (acomodamos…?), como temos menos estímulos novos, às vezes a vida vai passando e a gente nem percebe. Ou ainda, nos habituamos com a rotina e não nos damos a abertura de olhar o dia a dia com novas percepções, em fazer um caminho diferente para o trabalho, em conhecer um novo espaço na cidade…

E olha que o nosso trabalho em BH já era mais livre, fazendo nossos horários em casa, na maioria da vezes, ou em um coworking. Então mais do que nunca vejo como uma bela iniciativa que, não importa onde a gente esteja, que possamos desenvolver o olhar que busca o novo, que busca se maravilhar com cada pequeno detalhe da vida, as novidade de cada dia, por menor que sejam (na simplicidade dos pequenos momentos também encontramos verdadeiras riquezas). E mesmo que seja da rotina, que a gente possa observa-la sob novos ângulos, em uma abordagem mais positiva e que consequentemente se torna mais bonita. Pra que a vida possa ser mais celebrada, a cada dia! E, assim, com mais estímulos otimistas de nossas experiências, sejam elas de celebração ou de aprendizado.

Agora, caminhando para os dois meses de estrada, reunimos nossas percepções sobre cada lugar que visitamos até agora. Uma visão verdadeira, e pra quem aprecia um slow living! Pra que você também possa aproveitar ao máximo cada um desses lugares em sua próxima viagem (ou quem sabe seu próximo dia a dia!?).

Ah, e nós falamos bastante sobre cada lugar também em nossas redes sociais, especialmente no Instagram – em posts e nos stories – e agora também no youtube! Onde sempre registramos coisas interessantes que seguimos conhecendo e aprendendo a cada dia.

 

TRANCOSO/BA 

Caminho da praia

A praia onde eu mais fui na minha casa dos 20, inclusive já vivenciando um slow travel sem saber. Na época da faculdade, comecei indo pra alguns dias e depois, ao sair de um emprego em um “cyber café” (lembra disso? Foi o meu segundo e último registro na carteira de trabalho, como instrutora bilíngue de internet). Resolvi então ficar 40 dias, de depois do natal à fevereiro, parte deles trabalhando em um quiosque da praia como garçonete. Adorava, além do mar e da cidade em si, as festas de música eletrônica na praia e nas redondezas. Depois voltei em 2012 pro reveillon com amigos e, agora, vejo que Trancoso continua se desenvolvendo, mas mantém em si um clima de lugar pequeno. Já no quadrado e afins, o turismo de luxo e de casamentos também continua a todo vapor, esse último, inclusive, o motivo pelo qual a cidade mantém seu movimento mesmo na baixa temporada (informação que tivemos de moradores e trabalhadores de lá).

Adoramos: Trancoso mantém seu charme e beleza, especialmente nas praias e, claro, no quadrado. Também gostamos de conhecer melhor a parte local, o comércio dali, as pessoas que nasceram e que moram na região há muito tempo, independente do turismo. Os pés de jaca e cacau, carregadíssimos. A pousada onde nos hospedamos, a Pôr do Sol, um cantinho aconchegante e com um jardim lindo, bem no início do quadrado, mas “escondido”. E esse novo restaurante vegetariano (com opções veganas), feito localmente, orgânico, o Jasmim Manga.

Não gostamos tanto: a segregação que há entre os nativos e quem chega para passar alguns dias. O lado de cá e o lado de lá… E o preço alto em muitos dos restaurantes e barracas de praia, em muitas situações não justificando o valor.

 

SALVADOR/BA

Ê cidade linda e com uma energia única! Tinha visitado a capital baiana há mais de dez anos, mas me lembrava vagamente do Mercado Modelo, do Elevador Lacerda, da celebração na praia do Dia de Iemanjá. Dessa vez, com o nosso workshop na Nossa Casa Colaborativa, e as palestras/bate papo com a Mundo Verde no Shopping Barra e com a psicóloga Izabelle Nossa em seu consultório, pudemos nos dedicar a uma parte deliciosa: o encontro com pessoas que já tivemos uma sintonia linda que deixa saudades, e não vemos a hora de novos encontros!

Caminhada e banho de mar em frente ao nosso apartamento na cidade. Essa era a vista da nossa cozinha, coisa linda!

Da cidade, como nos hospedamos em frente ao Farol da Barra, pudemos nos deliciar com a vista e com alguns banhos de mar e caminhadas por ali mesmo, além de conhecer um pouco a magnitude dessa cidade, que em alguns aspectos nos lembra São Paulo. Sem contar que o primeiro café da manhã com inhame, batata doce e macaxeira a gente nunca esquece!

Adoramos: A aura histórica, a essência de Salvador, que em nada se parece com outros lugares. É sua! As pessoas, a riqueza cultural, a beleza natural, além dos benefícios típicos de uma metrópole. E a lista de restaurantes vegetarianos e espaços colaborativos que ainda queremos conhecer.

Não gostamos tanto: O forte apelo turístico com ofertas de produtos e serviços a todo o tempo pela orla (ou seria nos pontos turísticos todos?); o trânsito intenso e imprudente e a carência de segurança, típicos de uma cidade tão grande.

 

PRAIA DO FORTE/BA

Ai, que delícia de lugar! Mesmo com seu desenvolvimento que trouxe à essa vila lojas demais, inclusive de marcas bem famosas, seu encanto continua. Foi onde pudemos esquecer o carro na maior parte dos dias e viver a cidade em seu cotidiano, com tudo o que a região oferece. Pessoas muito queridas também fazem parte desses momentos inesquecíveis, especialmente nos dois lugares onde “moramos”, o Airbnb Baleias e o apartamento do Greg e da Reginea.

Na área de visitantes do do Projeto Tamar, bem ao lado da igrejinha

Adoramos: O dia a dia! O que é pro turista, o que é dali, as pessoas de fora, as pessoas dali, todo mundo convive em mais harmonia. Pra viver a cidade! Tem um apelo cultural forte, também, com as festas tradicionais, e tem praias, mata, reserva ecológica, áreas de preservação das tartarugas e baleias, tem um clima delicioso de vila, onde em boa parte de seu centro o carro não chega. Tem uma pizzaria com um lançamento vegano delicioso, tem o Marco, um professor de yoga que, além de ter uma história de transformação inspiradora, nos levou a uma prática (ê saudade que eu tava de uma aulinha!), tem um dia a dia slow muito possível, real e agradável. Tem também uma lanchonete com opções veganas e orgânicas, horta orgânica do Seu Eraldo, um lindo assim encontro do rio com o mar e o mangue, piscinas naturais a perder de vista, na maré baixa.

Não gostamos tanto: não é lá muito silenciosa em algumas noites, devido ao movimento nas ruas e as festas típicas. O preço das coisas sobe um pouco, mas mais tranquilo se comparado a Trancoso, por exemplo.

 

Saindo da Bahia, antes de chegar em Sergipe, encontramos uma praia de naturismo, mais conhecidas como praias de nudismo. O acesso é difícil, via estrada de terra passando por uma micro vila, dobra uma esquina e deixa o carro. À pé, atravessa um laguinho, sobe um morro com areias quentes da duna e tcham! Uma vista lindíssima e um lugar deserto. Descendo pra praia e andando mais um bocado, chega na barraca do Patrício, aí da foto. Pena que nesse dia já tínhamos hora marcada pra chegar em nossa nova casa, ou teria sido um dia realmente natural por lá…

 

PRAIA DO ABAÍS/SE

O nosso refúgio em forma de cabana e praia quase deserta! Tranquilidade, natureza, um céu espetacular, um mar refrescante e anfitriões tão gentis. Pra desligar do mundo, pra ler, escrever, desconectar (se quiser, porque o 4G funciona melhor que na cidade grande, incrível, mas sugerimos esquecer disso um pouco!), pra ouvir o mar tão perto, 24 horas. Pra ver bichos e conchas lindas de tudo quanto é tipo, caravelas de todos os tamanhos e cores, uma orla praticamente crua, natural.

Adoramos: além de tudo isso que citei em cima, o contato com as poucas pessoas da região, especialmente as do comércio local, é de uma gentileza só. Nos arredores tem lagoa, tem o nascer e pôr do sol dos mais lindos da vida, tem a Praia do Saco, tem o passeio de lancha pra Mangue Seco, pra retornar ao ar da Bahia, misturar com o de Sergipe e lembrar que paraíso é logo aqui mesmo, em nossas grandiosidades brasileiras.

– Mangue Seco/BA

Não gostamos: a praia, mesmo sendo bem vazia, tem sujeira humana, especialmente na parte de cima, onde as pessoas ficam quando vão passar o dia lá. E aí, por não ter bares, levam toda a comida e acabando deixando todo tipo de vestígio pra trás… A estrutura pra se hospedar lá é um pouco precária, os mercadinhos disponíveis pela região vendem apenas o básico, com poucos legumes e frutas (basicamente batata, chuchu, cebola, cenoura e tomate. Dando sorte, maçã, melão, manga e mamão). Pra compras maiores, só na cidadezinha de Estância, a 42km, onde íamos aos correios também, e tem uma feira ao ar livre com muita coisa variada, muitos legumes, verduras, frutas, temperos, roupas, objetos sem fim, até bonequinhos de vodu – juro, rs. Interessante de conferir e comprar algumas frutas, especialmente as menos fáceis de achar, como jambo, doce de araçá, favas, muitas castanhas de caju, claro, mas ao mesmo tempo um pouco bagunçada e com muito lixo, dos próprios feirantes e compradores, jogados pelo chão. Ou ir a Aracaju mesmo, a 60km. Mas não é nada grave, tínhamos com a gente alguns mantimentos que trouxemos da Bahia e foram excelentes dias pra cozinhar – e sermos mimados com delícias, em versões veganas, inclusive, pelo Luiz Fernando e Damiana, nossos vizinhos anfitriões!

 

ARACAJU/SE

Um pedaço do nosso coração também ficou ali, nessa cidade que é grande e pequena ao mesmo tempo, como BH. É limpa, organizada, tudo é perto e de fácil acesso. Tem iniciativas incríveis já se fortalecendo e outras nascendo, como por exemplo a kombucha MeWe, da querida Indra, o restaurante Sabor do Bem, com opções veganas e orgânicas diversas e o ônibus de produtos orgânicos (que ainda vamos deixar o seu registro por aqui!). É calma e tem trânsito, claro, com boas imprudências, mas que não se compara a outras capitais. O seu mar é mais longe, pede uma caminhada maior na areia pra chegar, mas isso não tira o seu charme, especialmente nas praias do início da cidade, onde muitos dos seus quiosques estão: alguns bem grandes, a maioria bem arrumadinhos, e onde o mar está mais próximo. Pedindo uma boa caminhada!

Adoramos: o clima, as pessoas, a facilidade com que conseguimos nos agilizar com questões práticas que só uma cidade maior oferece. Quem sabe passar uma temporada maior? Adoramos ter, por 11 dias, uma piscina e um lindo jardim com tanto ar livre em casa, a orla de Atalaia, o rio Vaza Barris e suas deliciosas opções de lazer em um ambiente tão lindo, como o stand up paddle (que estreamos no pôr do sol com nossos novos amigos e amamos!) e canoagem, os pontos históricos da cidade, o mercado de frutos, temperos e artesanato…

Essa piscina em casa foi um refresco delicioso pelas manhãs, em intervalos de trabalho, durante pôres do sol e até em noites estreladas…

Não gostamos (de saber): o que várias pessoas nos disseram sobre a cidade e que felizmente não presenciamos de perto: que a cidade era muito tranquila, mas que tem se tornado menos segura com o aumento do índice de assaltos. Nós, particularmente, nos sentimos muito bem lá e com zero problemas com relação a isso, e a gente espera demais que a segurança seja algo que volte a se fortalecer na cidade, porque ela merece demais.

Na orla de Atalaia, volta e meia uma pausa nos livros pra voltar a ter como companhia o nosso Guia Slow Living!

 

PRAIA DO PONTAL DE CORURIPE/AL

Depois de uma travessia de balsa, inusitada e mágica, ao mesmo tempo em que pudemos conhecer de perto o Rio São Francisco (ê emoção! Mesmo que velhinho e pedindo socorro, sua energia e beleza são únicas), nos despedimos de Sergipe pela cidade de Neópolis, capital do frevo no Estado, e chegamos a Penedo, uma linda cidadezinha histórica.

Uma estrada tranquila e deliciosa depois, ao pôr do sol, com chuva fina, arco íris e cidadezinhas ao redor (incluindo Piaçabuçu, onde se encontra a foz do Velho Chico e dizem ser um passeio fantástico que infelizmente não foi dessa vez) chegamos à Praia do Pontal de Coruripe, uma vila de pescadores fundada na década de 20 que conserva todo esse charme de vilas que a gente adora. Casinhas, ruelas e becos que terminam direto nesse mar exuberante de lindo, azul/esverdeado, de Alagoas. A vila é bem simples, assim como seus moradores. Pessoas simpáticas e muito gentis. Na internet dizem, e uma placa na entrada da cidade reforça, que é ali o local do primeiro avistamento do Brasil por Cabral. Será? Uma praça com um mini farol e uma mini caravela era vizinha à nossa casinha por lá, e também o lugar com um mirante com uma vista maravilhosa (o pôr do sol é lindíssimo), dois restaurantes à beira mar, simples, e barracas de acarajé, água de coco e artigos de palha. Todos os dias foram bem tranquilos, com exceção do domingo, quando alguns ônibus chegam trazendo turistas locais e nesses restaurantes acontecem shows e música alta até tarde. Mas nada que incomode tanto. A vila fica a 7 km de Coruripe, outra dessas cidadezinhas suporte onde usamos o correio e supermercado (os mercadinhos da vila vendem o básico do básico, os de Estância viraram um hipermercado perto dos daqui, rs).

Caminho do mar, vista incrível, em nossa casa na região, o bangalô no Pontal dos Sonhos

Adoramos: a tranquilidade, o clima de interior mesmo, com os vizinhos colocando cadeiras nas portas de casa pra conversar à noite e/ou fazer a mão seus objetos de palha. Adoramos também a Associação das Artesãs (e artesão, o Jorge, um querido, quietinho, que aprendeu o ofício com a mãe aos 9 anos e até hoje se dedica totalmente. Com toda boa vontade, foi ele quem arrumou o fecho da minha bolsa antiga, também vinda do nordeste). Ainda vamos falar delas aqui também, inclusive com o vídeo da nossa conversa deliciosa!). E a praia, que tem um paredão de corais que, na maré baixa, forma piscinas naturais mornas e da cor mais linda que já tinha visto na vida, até então!

Não gostamos: Com o coração partido vimos de perto o esgoto a céu aberto em alguns pontos da vila, em contraste com tanta beleza natural, afetando diretamente e diariamente a vida de tantas pessoas. Em um lugar tão promissor pra momentos de pausa, descanso e lazer, esse tipo de contraste, esse descaso, nos incomoda demais.

E aqui no bangalô tivemos a Lua Cheia, assim!

MACEIÓ/AL

Das capitais com o mar mais lindo, ou seria o mais lindo? Uma cidade grande de verdade que traz o clima delicioso desse mar. Confesso que já estamos desacostumados com uma cidade mais agitada assim! Desde o início das nossas buscas por uma casa/apartamento na cidade, com bons dias de antecedência, foi a mais difícil de encontrar, pelos valores mais altos e, especialmente, o que conseguimos alinhar e até sintonizar ao nosso projeto de alguma maneira, tinham todos em comum um ponto: não aceitavam cachorros. Como tínhamos em mente algumas cidades antes e depois de chegar à capital, decidimos ir e nos virar por lá mesmo. Em algumas situações, a procura e o contato pessoalmente, no local, no boca a boca e pelos cartazes, são bem mais eficazes do que online e via sites de aluguel por temporada.

Passamos pela Barra de São Miguel, uma cidade que adoramos e que continua com o mar esplêndido e com o paredão de corais! Com a diferença de que lá as piscinas naturais que se formam são ainda maiores. A cidadezinha em si é mais tranquila e com um ponto mais agitado de comércio e de bares na praia, em todo o resto, muitas casas e alguns apartamentos. Decidimos não ficar por lá, apesar da grande oferta de lugares, sabe que nem sei por quê? Acho que baixou na gente esse espírito aventureiro de quando voltamos à estrada e pensamos no que ainda estava por vir. Hoje penso que uma estadia lá será muito bem vinda em uma próxima oportunidade.

 

De volta ao carro, passamos pela Praia do Gunga, que não gostamos por estar atualmente com uma estrutura muito turística, o que é uma pena! Tipo um complexo mesmo, com lojas, tudo com placas de uma cerveja popular em destaque… Ao chegar, no Mirante do Gunga, já é preciso pagar só pra olhar a vista mais de cima. Não é pelo valor, que é baixo, mas pela comercialização de um espaço natural, o clima muda e foge do que buscamos. Ao descer para o mar, não é possível chegar à praia sem pagar também para estacionar. Esquecemos de perguntar se paga para ir à pé também, mas de qualquer maneira seria uma andadinha boa e acho que a maioria das pessoas chega mesmo é em algum veículo. Entramos pra dar uma conferida e decidir se aproveitaríamos a praia ali um pouco, mas esse clima de complexo turístico nos desanimou. Mas sem dúvidas o lugar é um espetáculo natural e os passeios oferecidos pra conhecer mais de perto devem ser lindos.

E chegamos à praia mais próxima de Maceió, a Praia do Francês, que fica na cidadezinha de Marechal Deodoro. Bem famosa, certo? Foi bom pra estacionar o carro na sombra, esticar as pernas e almoçar. Demos uma volta e… praia linda, muito comércio ligado ao turismo convencional, toda aquela estrutura. Nessas horas a gente já sabe que nossa praia é outra mesmo, literalmente! Sem questionar as belezas e o lado bom de uma estrutura maior, mas realmente não é o que buscamos e preferimos.

Uma muda de roupas, itens de banheiro, computadores, ipad, livro, comidinhas e ingredientes secos e da bolsa térmica, alguns guias pros correios, caminha e comida pros cachorros

E então paramos em Maceió, outra capital que eu tinha visitado há mais de uma década. Me lembro de ter ficado abismada com a cor do seu mar, em plena cidade que oferece tudo, e dessa vez não foi diferente. Chegamos no meio da tarde já em busca dos correios para a próxima remessa de guias e daí pra achar uma casa, depois dessas novas tentativas terem sido diferente do que imaginávamos. Estacionados na orla, cavucamos e encontramos no Booking um flat na Praia de Pajuçara, próxima à Ponta Verde, dos locais onde mais tivemos recomendações na cidade. Foi um pedido de reserva de última hora em que fomos prontamente atendidos! E mais uma vez o detalhe que pegou pesado: foi bem difícil encontrar um lugar pet friendly, tanto de última hora quanto pesquisando com antecedência. Claro que assim em cima foi um pouco pior e o que a gente tinha de opções eram pousadas sem a opção de cozinha, mas apareceu esse flat, à beira mar, e ficou tudo certo. O único porém é que só poderíamos ficar lá um dia, os outros já estavam reservados, então subimos com o essencial só pra passar a noite mesmo.

Ficamos até a manhã seguinte nos empenhando em procurar mais casas, apartamentos, e nada que aceitasse Claudinha e Varlô. Imagina se aqui estávamos arrependidos de não ter ficado logo na primeira parada que gostamos, tranquila e tão linda e com tantas ofertas como a Barra de São Miguel? Nada como ir conhecendo e aprendendo com as experiências! O que fizemos então foi encomendar um novo carimbo, buscar e infelizmente nos despedir precocemente dessa capital de mar tão lindo! Confessando aqui que nossa alma interiorana teve um quê de satisfeita em migrar de volta pra uma cidadezinha e que é normal pra gente, que é de BH, nos sentir mais em casa em uma cidade um pouco menor. Maceió não nos transmitiu a mesma segurança e acolhimento de Aracaju mas acreditamos em um próximo momento na cidade, especialmente pra conhecer restaurantes vegetarianos, centros culturais e de artesanato, inovações diversas e as praias locais.

E continua no próximo post, com a Rota Ecológica de Alagoas e as águas maravilhosas de Maragogi (sim, conseguimos fazer um slow living/travel por lá!

Orla de Pajuçara, onde ficamos por um dia

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Sobre Bruna e Ismael

Na estrada para inspirar e compartilhar mais equilíbrio e escolhas conscientes, desaceleradas e significativas. De vida, consumo, trabalho e viagens. Seus benefícios e transformações pro mundo, pra nós mesmos e ...

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