Slow Living na Prática

Por Bruna Miranda

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Assim como começar a se alimentar melhor na segunda-feira, organizar papeladas antigas e tudo o mais que a gente jura que vai dar início para atingir os resultados tão sonhados (alguma semelhança às promessas de ano novo, 99% não atingidas?), quando falamos do slow living em palavras belas e leves, tudo soa mais fácil do que pode parecer, eu sei. Afinal o mundo como ele nos exige hoje não é algo tão simples de lidar. Como desde 2012 estou nesse processo que sugere uma nova mentalidade e escolhas mais cuidadosas (de coisas e com a gente mesmo), desapego (de excessos e até do que achávamos que éramos) e uma boa dose de autoconhecimento, entendo, de verdade, o conflito entre essa nova busca e o conforto das opções tão habituais em nossa mente e nossa vida. O lado bom é que podemos (também de verdade!), aos poucos e com consistência, nos aconchegar às descobertas, ao novo e melhor. E então vamos cada vez mais andando junto à nossa voz interior, que nos confirma que queremos sim uma mudança para melhor, em todos os sentidos.

Vale reforçar que nada acontece da noite para o dia, claro. E, normalmente, temos uma porta de entrada principal, como no meu caso foi o interesse pela moda slow. E então fiquei sabendo que o slow começou pela comida, e comecei a entender melhor como ela é feita (aliás, como não sabemos como ela é feita, na maioria dos casos dos industrializados e etc).

Principalmente se você é nova (o) no assunto, você consegue identificar qual é o seu maior interesse quando falamos de slow living? É a questão do desacelerar, do possuir mais tempo para o que realmente importa para você, da busca pelo equilíbrio? Ou tem mais a ver com as suas escolhas de consumo? Se sim, seria no vestir, no comer e beber, nos cosméticos naturais, na decoração da casa, nos produtos para bebês e crianças, pets… E as inovações sustentáveis, te brilham os olhos, como a energia limpa, carros e bicicletas elétricas, impressão 3D? Ou ainda aquelas aparentemente pequenas mas tão importantes atitudes do dia a dia, como gerar menos lixo, consumir menos plástico, (aprender a) fazer mais coisas a mão, em casa, na cozinha, em um espaço maker? E as experiências, no lugar das coisas? Viajar, viver a cidade e seus espaços públicos, entender mais sobre como podemos aprimorar a mobilidade urbana…

Esses exemplos que listei acima, todos fazem parte disso que chamamos de busca pelo slow living e sempre os abordamos, de uma maneira ou de outra, aqui no site, nas redes sociais e em nossas revistas impressas. E nesses posts do Slow Living na Prática vamos relembrando e falando mais aprofundado sobre cada um deles. Acho que vai ser uma experiência muito interessante para servir de inspiração, para te levar a refletir de acordo com a sua própria realidade, para ser levada para o dia a dia e, então, para trazer mudanças. E uma puxa a outra e no caminho não faltam aprendizados e satisfação com cada (pequeno e crescente) resultado. Isso eu posso garantir, por experiência própria. ♥

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Sobre Bruna Miranda

Jornalista e escritora, se inspira na busca por um viver mais consciente e significativo e é idealizadora do Review e da revista Guia Slow Living. Percebe o slow como ...

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