O incentivo em uma base amorosa

Por Bruna Miranda

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Desde que comecei a me interessar e a vivenciar o slow living e seus benefícios, acho que o que mais acontece comigo é o aprender. Transformações que chegaram – e chegam – por meio de inspirações e conhecimentos vindos de outras pessoas, por experiências próprias – e seus erros e acertos, para errar e acertar de novo – leituras, pesquisas e por aí vai. O mais bonito de tudo isso é que cria-se um elo que não tem fim: nos conectamos com pessoas que nos ensinam, com as que repassamos aprendizados, com outras que aprendem junto com a gente… E atraímos e somos atraídos cada vez mais por quem se alinha nas mesmas buscas, onde seguimos compartilhando e nos fortalecendo.

E o mais importante nesse processo é que cada pessoa tem o seu tempo. Os momentos ideais para aprender certas coisas, para expandir sua consciência, para assimilar e absorver cada melhor escolha em seu próprio universo, em sentir-se reconectado ao todo. Com outro ponto essencial: 0 respeito a esse tempo de cada um, às escolhas que a pessoa quer ou pode fazer, agora.

Assim como eu me sinto tão bem em uma busca pessoal que preza pelo equilíbrio e pelo crescente aperfeiçoamento, há pessoas que se identificam com uma busca mais exigente. Eu fiz a escolha de sempre acreditar que o pouco que fazemos, a cada dia, faz muita diferença. E quando unimos nossos poucos, o resultado nunca deixa de nos surpreender! Penso que, se queremos ver a mudança no mundo, melhor nos apoiarmos nas (pequenas) conquistas de nós mesmos e de quem nos inspira do que ficar reprimindo quem a gente acha que não está fazendo nada, ou que não está fazendo o suficiente. Uma mudança coletiva para a quebra de paradigmas tão enraizados em nossa sociedade é algo que começou – como qualquer grande revolução – com poucos, que foram inspirando outros e aí quando se viu os movimentos ganharam força e trouxeram mudanças reais, necessárias. O universo conspira a favor dos que querem o bem para si e para o todo, e isso nunca vai deixar de ser verdade também.

O conhecimento é algo a ser transmitido, para inspirar, para colaborar. Com amor, cuidado e paciência. Não é porque alguém não está no “topo da pirâmide do comportamento consciente”, por exemplo, que merece ter seus esforços diminuídos ou desmerecidos. Vale sempre lembrar que não há competição e nem medalha para “os mais conscientes do mundo”. Não é com base na repressão, comparação ou julgamentos a quem se encontra “abaixo de seu nível” que conquistamos o que buscamos. Dando força a esses aspectos inferiores, não desenvolvemos o amor – e a tolerância, a compaixão, a união – que é a chave de ouro para toda e qualquer mudança que queremos, interna e externa. É dele que vem a calma, a naturalidade, o relaxamento, a espontaneidade, o desapego e a vontade de fazer diferente. Nos apoiamos para o crescimento mútuo. Mais vale uma boa intenção em aprender e evoluir sempre, a seu tempo, do que ser altamente instruído mas não transmitir seus frutos através de uma base amorosa e cuidadosa.

Antes mesmo de pensarmos em buscar práticas mais conscientes para o nosso dia a dia, é essencial reforçarmos o respeito ao próximo, suas falhas e acertos. Desenvolver uma conexão amorosa com o todo que não deixa de incluir o ser humano que somos, os que estão ao nosso lado no dia a dia ou os de um encontro qualquer. Todo mundo sempre tem algo a nos ensinar. Que possamos ser inteligentes em ver as tantas coisas boas que existem nas pessoas, seja para nos unirmos em mais luz ou ainda para praticarmos o apoio ao outro para que essa mesma luz possa se expandir.

Nós ascendemos ao elevarmos os outros” – Robert Ingersoll

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Sobre Bruna Miranda

Bruna é empreendedora e jornalista, idealizadora da plataforma Review e da revista impressa Guia Slow Living, e está experimentando uma vida nômade pelo Brasil. É movida pelo que é atemporal ...

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