O que é uma estratégia de sustentabilidade?

Por Bruna Miranda

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– Por Libertad Siqueira para a Edição Um do Guia Slow Living

Olá, ¡Hola!,

É impossível falarmos de sustentabilidade, consumo consciente e inovação sem relacionar a participação das empresas nesse processo. Tudo está conectado! Atualmente, existe um impulso de mudança em direção a um novo paradigma empresarial que está sendo criado com a participação de todos os stakeholders (sociedade civil, setor público, privado etc.). A sociedade está cada dia mais consciente dos problemas sociais e ambientais que vivemos e as empresas podem e devem participar no caminho rumo à formas mais sustentáveis de se viver. Assim, tanto as empresas como a sociedade em geral estão aprendendo como incluir esses novos conceitos em suas vidas. A maximização do valor continua sendo o objetivo empresarial final, entretanto, pode-se ser, simultaneamente, proativo nas questões relacionadas à sustentabilidade e gerar valor para a empresa; aliás, em vários mercados essa já se tornou uma premissa na qual operar.

Nessa primeira edição do Guia, quero explicar alguns conceitos relacionados com a competitividade que retornarei, com certeza, futuramente.

Gostaria de enfatizar que no mundo da RSC (Responsabilidade Social Corporativa) é bastante perigoso se exaltar pela “viagem à terra do nunca”, pensando que todas as ações de melhora ambientais e sociais criam valor empresarial. Inclusive se construiu uma visão tradicional de que, se o meio ambiente e a sociedade ganham, as empresas perdem. O jogo não é esse mas, ao enfocar a sustentabilidade de uma forma errônea, muitas empresas não souberam aproveitar as oportunidades e perderam competitividade. Daí a importância de saber abordar questões que esclarecem quando o investimento em ações relacionadas a RSC conduzem a um aumento de valor para as empresas. Existem muitas ações que implicarão valor para o meio ambiente, para a sociedade e para as próprias organizações.

Essas ações serão estratégias sustentáveis se, de acordo com a teoria de gestão de empresas, forem claramente definidas e alinhadas com sua estratégica genérica e consigam um diferencial de benefício, ou a melhora de uma posição competitiva.

Os problemas ambientais e sociais não criam automaticamente oportunidades de aumentar a rentabilidade. Por outro lado, é incorreto afirmar que nunca vale a pena investir em ações sustentáveis. As empresas devem tratar essas questões como estratégicas, onde toda decisão de investimento dependerá da implantação de políticas adequadas. Portanto, para que a estratégia de sustentabilidade seja potencialmente geradora de vantagem competitiva, é necessário integrar a variável sustentabilidade na planificação estratégica da empresa.

Para aprofundar no assunto, alguns clássicos:

  • Porter, M. E., & Van der Linde, C. (1995). Green and Competitive: Ending the Stalemate. Harvard business review, 73 (5), 120-134.
  • Reinhardt, F. L. (1999). Bringing the Environment Down to Earth-Response. Harvard Business Review, 77 (6), 193-194.
  • Reinhardt, F. (2000). Sustainability and the Firm. Interfaces, 30 (3), 26-41.
  • Shrivastava, P. (1995). The Role of Corporations in Achieving Ecological Sustainability. Academy of Management Review, 20 (4), 936-960.

 

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Foto do topo por Silvia Vasconcellos

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Sobre Bruna Miranda

Bruna é empreendedora e jornalista, idealizadora da plataforma Review e da revista impressa Guia Slow Living, e está experimentando uma vida nômade pelo Brasil. É movida pelo que é atemporal ...

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