Slow Links | 9

Por Julia Abrahão

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Começou com muita leveza e vimos que sairia bastante coisa bacana daí. A Julia Abrahão, ao entrar na equipe do Review, virou a nossa “Slow Hunter”, por seu interesse e “faro” para pesquisas relevantes sobre assuntos do Brasil e de fora relacionados ao slow living, estilo e consumo conscientes, inovações.

Assim como o cool hunter “caça” o que está prestes a virar uma febre, a gente torce para que histórias como as compartilhadas pela Julia também inspirem – e se propaguem – para fortalecer a cultura slow pelo mundo e incentivar mudanças.

 

Como o assédio sexual tem apavorado mulheres da indústria de vestuário da Índia (inglês)

Diariamente, mulheres são assediadas nas fábricas da indústria de vestuário na Índia e pouco é feito quanto a isso. Um estudo da indústria do vestuário de Bangalore, divulgado no mês passado pela ONG Sisters For Change, do Reino Unido, realizada com um parceiro local, expôs a escala de violência e abuso sexual no setor. “Nós achamos que 1 em cada 7 trabalhadoras de vestuário ou foi forçada a cometer um ato sexual ou forçada a ter relações sexuais, estuprada no local de trabalho. E que 1 em cada 14 sofreu violência física no local de trabalho, sendo que 60-65% sofreu humilhação através de atos ou intimidação no local de trabalho”, contou Alison Gordon Obe, Diretor Executivo da Sisters For Change.

Mulheres: entre o amor a morte 

Em 2015, a Central de Atendimento à Mulher – Ligue 180 recebeu 76.651 relatos de violência contra a mulher, ou seja, uma média de 210 denúncias por dia. Desse total, 50,61% dizem respeito à violência física, cujos relatos cresceram 44,74%. Tipo de agressão que acomete uma em cada três mulheres no mundo, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), a violência física voltou às manchetes nas últimas semanas depois que a modelo e atriz Luiza Brunet veio a público denunciar ter sido agredida. Cerca de um terço das mulheres já estiveram em uma relação afetiva na qual vivenciaram alguma forma de violência física ou sexual por seus parceiros, segundo estatística da ONU Mulheres – a entidade das Nações Unidas que vigia os atos que atentam contra a população feminina. Companheiros, namorados e maridos são autores de 38% dos feminicídios cometidos em todo o mundo. 

Da passarela para o chão de fábrica: a invisibilidade da mão de obra na moda (inglês)

A indústria da moda é boa em disfarçar mão de obra. Em uma extremidade da cadeia, modelos não possuem proteções trabalhistas adequadas e sofrem uma infinidade de abusos, de coerção à fome ao roubo de salários, mas eles parecem glamourosos sem esforço. Na verdade, o seu desempenho é bem-sucedido somente quando o trabalho envolvido é escondido do público. No outro extremo, as condições de exploração dos sweatshops são bem conhecidos e há muito atormentam o planeta, mas trabalhadores do vestuário permanecem fora da vista labutando em fábricas no exterior.

Video: Unravel – Para onde vão as roupas que descartamos (inglês)

As roupas descartadas pelas pessoas do Ocidente viajam em direção ao leste, atravessando os oceanos, para chegar no interior da Índia. Do Distrito Kutch, a norte da cidade de Panipat, recicladores de roupas transformam em fio os enormes fardos de roupas que vêm de pessoas e lugares claramente estranhos para eles. Com pouca exposição à cultura ocidental, os recicladores se baseiam em sua imaginação e nos rumores que viajam com as roupas descartadas para criar uma imagem interessante do Ocidente.

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5 questões sobre fiscalização para fazer aos fornecedores (inglês)

Como você garante que seus parceiros de fabricação estão cumprindo as leis e normas sociais e ambientais? Esse artigo do Ethical Fashion Forum sugere 5 perguntas: 

1 – A fábrica já está aprovada e fiscalizada por um varejista bem conhecido e respeitável?
2 – Eles podem fornecer um relatório ético de fiscalização?
3 – O que devo procurar em um relatório de fiscalização?
4 – O que é a verificação?
5 – Quão sérias são as não conformidades?

Vice-Presidente de Inovação da Levi’s fala sobre ‘Wearable Tech’, sustentabilidade e futuro da moda (inglês)

Ao longo do século passado a roupa foi produzida menos para atender às necessidades individuais e sociais e mais pelo valor estético – forma sobre função. No entanto, a tecnologia e a moda estão evoluindo juntas, rapidamente, para mudar isso. As ‘wearable techs’ estão aparecendo em nossos pulsos, bolsos, dentro de nossos sapatos, e tecidas no tecido de nossas roupas – e todos eles com o intuito de tornar nossa vida mais fácil. Além disso, com a escassez dos recursos globais e o impacto da produção tornando-se mais aparente, a funcionalidade sustentável é cada vez mais necessária. Nessa entrevista, o Vice-Presidente de Inovação da Levi’s, Paul Dillinger, fala sobre o Levi’s® Commuter™ x Jacquard by Google Trucker Jacket e outras inovações da marca.

Do campo à mesa: os 6 estágios do desperdício de alimentos (inglês)

Os americanos descartam duas toneladas de alimentos por segundo – seja na fazenda, por ser “feio”, ou na mesa, porque somos muito frescos. A maioria dos nossos alimentos percorre um longo caminho antes de chegar ao nosso prato. Nesse artigo, é traçado o ciclo de vida de seis alimentos populares (batata, morango, frango, folhas verdes, iogurte e pão) com o intuito de compreender porque ocorre tanto desperdício durante o processo.

Rótulos devem indicar presença de alergênicos

Embalagens de comidas e bebidas são, agora, obrigadas a trazer informações sobre a presença de substâncias que comumente causam alergias. Segundo a resolução da Anvisa (RDC 26/2015) – que abrange alimentos e bebidas –, os rótulos deverão informar a existência de dezessete substâncias. Com isso, os produtos que contenham ingredientes alergênicos devem trazer uma das seguintes informações: “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”, “Alérgicos: Contém derivados de (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)” ou “Alérgicos: Contém (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares) e derivados”. Já nos casos em que não for possível garantir a ausência de qualquer alérgeno alimentar não adicionado intencionalmente, o rótulo deve trazer a declaração “Alérgicos: Pode conter (nomes comuns dos alimentos que causam alergias alimentares)”.

Jamie Oliver: Por que incentivar os pais a cozinhar com os filhos é importante para as famílias

“O fato de que 18% dos pais admitem que estão mentindo sobre o que servem para seus filhos sugere que há muitos pais que sabem que deveriam estar preparando refeições mais nutritivas, mas que, por alguma razão, acham que não são capazes. (…) Não quero fazer ninguém sentir-se mal e sei que muitas das decisões que você toma são ditadas pelo tempo. Mas cozinhar com ingredientes frescos não significa passar horas na frente do fogão. O que quero fazer é continuar a inspirar e a incentivar todos os pais que querem alimentar melhor seus filhos, a garantir para eles que seu arsenal tem todas as armas necessárias para isso, seja uma refeição rápida, cozinhar grandes quantidades de uma vez, cozinhar devagar — o que funcionar melhor.”

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6 erros comuns envolvendo o Fairtrade (inglês)

A maioria das pessoas já está familiarizada com o fairtrade (comércio justo), então por que os mesmos equívocos sobre o que é e como ele realmente funciona continuam surgindo? Nesse artigo, o autor comenta os erros mais comuns envolvendo o assunto como, por exemplo, a ideia de que produtos fairtrade são mais caros.

O que são cidades verdes e quais as principais estratégias de transformação do ambiente urbano

Você já ouviu falar nas cidades verdes? Provavelmente sim, mas o que esse conceito significa? Cidades verdes são sinônimos de cidades sustentáveis, projetadas com respeito ao meio ambiente, atuação economicamente viável e socialmente justa. As cidades verdes também são conhecidas como cidades inteligentes, pois investem na melhoria da qualidade de vida da população e na busca pela eficiência dos serviços de maneira sustentável. (Leia também sobre as Slow Cities).

Fotos mágicas da temporada 2016 de vagalumes no Japão

Vagalumes são extremamente sensíveis a qualquer tipo de luz, e a expectativa média de vida dos insetos é de apenas 10 dias. Em toda temporada de vagalumes no Japão – geralmente entre os meses de maio e junho, das 19h às 21h – fotógrafos tentam capturar a magia desses insetos nas florestas locais. As imagens são composições de longa exposição e requerem muita paciência. 

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Sobre Julia Abrahão

Observadora, coolhunter e diretora de inovação na Vytre. Aqui, como slowhunter, a intenção é desacelerar, aprender e reaprender, sem deixar de ser cool.

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