Slow Links | 8

Por Julia Abrahão

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Como coolhunter, estou sempre alerta, na busca por notícias relevantes. Quando entrei para a equipe do Review, virei slowhunter: aqui, a proposta é desacelerar, aprender e reaprender, com os links que mais me chamaram a atenção e que, de alguma forma, fortalecem a cultura slow, informam, inspiram e incentivam reflexões e mudanças.

O real custo de um par de jeans (inglês)

De acordo com um expert da indústria, são gastas 2,75 libras somente em tecido para se fazer um jeans em Bangladesh. Se o salário mínimo dos trabalhadores das fábricas em Bangladesh é de 48 libras por hora, e uma costureira trabalha, em média, 50 horas no mês, e um jeans leva 45 minutos para ser feito, o custo do trabalho é de, aproximadamente, 42 centavos de libra por jeans. Bom, um jeans de 3,20 libras parece ótimo, né?! Mas aí não estão inclusos rebites, zíperes, custos indiretos de fabricação (tais como ter certeza que as máquinas são seguras, que os quartos têm ventilação, que os trabalhadores estão sendo tratados de forma humana, tingimento, lavagem, acabamento, transporte, tarifas, impostos, marketing e todos os outros custos necessários para que tenhamos um jeans em nossas mãos.

Stella McCartney explica o impacto da indústria da moda em florestas ameaçadas de extinção (inglês)

O que a moda tem a ver com o desflorestamento? Tudo, de acordo com a Canopy. A organização florestal sem fins lucrativos tem reunido designers, marcas e varejistas como H&M, Marks & Spencer e Zara para eliminar o uso de fibras provindas de florestas ameaçadas. “Foi através da Canopy que nós descobrimos o chocante número de 100 milhões de árvores que são cortadas por ano exclusivamente para a produção de tecidos,” disse a designer Stella McCartney, embaixadora da campanha.

Saiba o que cada material significa para a moda sustentável (inglês)

Estima-se que consumimos 80 bilhões de peças de vestuário a cada ano. A roupa é feita de tecidos que, produzidos ano após ano, desgastam o planeta, tanto pelo uso dos recursos naturais e impactos ambientais como pela poluição e resíduos da produção. Na matéria são abordadas três grandes categorias de matérias primas: naturais, sintéticas e semi-sintéticas, e alguns dos problemas ambientais envolvidos com cada uma.

Como nossas roupas estão envenenando os oceanos e alimentos (inglês)

Marcas como a Patagônia, que usam garrafas de plástico reciclado como uma forma de economizar e reduzir o desperdício, podem não estar fazendo um bem tão grande assim: uma última pesquisa indica que o plástico reutilizado acaba nos oceanos de qualquer maneira. Aparentemente, um número alarmante de minúsculas fibras de tecidos sintéticos estão saindo das nossas máquinas de lavar e indo para os oceanos. Estas fibras de plástico têm o potencial de bioacumulação, concentrando toxinas nos corpos dos animais maiores, que estão acima na cadeia alimentar.

A seda é uma fibra natural, mas é sustentável? (inglês)

A descoberta da seda pelo homem é repleta de lendas. A sericultura moderna é mecanizada, porém o processo de produção é basicamente o mesmo há 5 mil anos. A matéria prima da seda vem do casulo feito por uma lagarta que produz, sozinha, um fio único (que pode chegar a 1,3 km de extensão). No fim do processo, o casulo é escaldado para ser desfeito, e a lagarta morre. Apesar de não ser um tecido vegano, a seda é uma matéria prima natural, totalmente biodegradável que, dependendo de como for feita e tingida, pode ser considerada sustentável e de baixo impacto.

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Mulheres recebem menos e têm jornada maior no Brasil

Pesquisa do IBGE mostra que, entre 2000 e 2010, a participação da mulher no mercado de trabalho e os salários pagos a elas cresceram, mas continuaram inferiores aos dos homens. Já a taxa de atividade –proporção de pessoas empregadas ou procurando colocação – das mulheres subiu de 50,1% para 54,6% no período, enquanto a dos homens caiu de 79,7% para 75,7%. Ao mesmo tempo, a jornada total de trabalho delas – incluindo as atividades domésticas – soma 56,4 horas semanais, quase cinco horas superior à masculina, de acordo com dados do IBGE.

Estamos próximos de uma revolução do refil? (inglês)

O refil não é uma ideia nova, mas é uma cuja hora pode estar próxima: ao invés do incentivo a “sermos verdes” após consumirmos, através da reciclagem, ele intervém antes, no ciclo da compra, evitando o desperdício gerado pelas embalagens. Dois fatos nos fazem acreditar que a moda do refil pode dar certo: o primeiro é que ele já está por todo lugar, de shoppings a supermercados, de produtos de beleza a embalagens de café, e o segundo é a lei das sacolas de plástico, que faz com que os consumidores tenham que levar uma sacola para fazer compras, e levar uma garrafa de vidro é só o próximo passo.

Viver com responsabilidade ambiental é mais caro? 

Em parceria com Harris Poll, o Trulia lançou o estudo “Não É Fácil Ser Verde” (It Ain’t Easy Being Green). Eles recolheram mais de 2000 respostas em um questionário online e descobriram que muito do entendimento de ‘ser verde’ reside em comprar coisas melhores, como um carro elétrico ou painéis solares para as casas, mas viver mais verde é muito mais sobre comprar menos e ter um pouco mais de consciência com relação à produção dos produtos.

Ator Rodrigo Hilbert lança aplicativo para conectar agricultores e consumidores

O serviço é intuitivo: consumidores entram na plataforma e buscam por ofertas de alimentos produzidos por agricultores da sua região. Para participar como produtor ou doador no aplicativo, é necessário produzir qualquer tipo de fruta, verdura ou legume: seja de uma horta ou na janela de um apartamento. Também vale para quem quer doar excedentes da geladeira de casa, do restaurante ou de qualquer outro estabelecimento comercial.

Nós desperdiçamos uma quantidade insana de alimentos e o Huffington Post quer fazer algo sobre isso (inglês)

Há algo errado quando cerca de um terço de todos os alimentos produzidos para consumo humano é desperdiçado, ainda mais quando 800 milhões de pessoas vão dormir com fome todas as noites. Esta não é uma injustiça que se limita aos países em desenvolvimento. Nos Estados Unidos, até 40% dos alimentos não são consumidos, enquanto o Departamento de Agricultura de lá estima que 15,3 milhões de crianças vivem em situação de insegurança alimentar. Além disso, os alimentos desperdiçados liberam grandes quantidades de gases de efeito estufa. Pensando nisso, o Huffington Post criou a campanha “Reclaim”, com o intuito de recuperar o que foi perdido: o poder dos cidadãos para impulsionar mudanças e o amor pelo alimento. O primeiro passo é incentivar o Walmart, maior supermercado dos EUA, a vender frutas e legumes imperfeitos que normalmente vão para o lixo.

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Agrotóxicos: o veneno que o Brasil ainda te incentiva a consumir

O Brasil permite uso de pesticidas proibidos em outros países e exonera os impostos dessas substâncias. O Governo concede redução de 60% do ICMS (imposto relativo à circulação de mercadorias), isenção total do PIS/COFINS (contribuições para a Seguridade Social) e do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) à produção e comércio dos pesticidas, segundo listou João Eloi Olenike, presidente do Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação (IBPT). O que resta de imposto sobre os agrotóxicos representa, segundo Olenike, 22% do valor do produto. “Para se ter uma ideia, no caso dos medicamentos, que não são isentos de impostos, 34% do valor final são tributos”, diz.

China lança campanha para reduzir em 50% o consumo de carne vermelha

O governo chinês, juntamente com oficiais de saúde, lançou uma campanha para incentivar as pessoas a comerem menos carne. O objetivo é uma redução de 50% – percentual recomendado pelo novo guia alimentar nacional da China, atualizado recentemente. Com apoio da Sociedade Chinesa de Nutrição e da organização 5 To Do Today, a campanha conta com o apoio de um relatório sobre o tema e um curta-metragem com participação do diretor James Cameron, do ex-governador da Califórnia Arnold Schwarzenegger e da atriz mais famosa da China, Li Bingbing.

Coca, Pepsi e Ambev param de vender refrigerante a alunos menores de 12 anos

As fabricantes se comprometeram a comercializar em escolas com alunos menores de 12 anos apenas água mineral, suco com 100% de fruta, água de coco e bebidas lácteas que atendam a critérios nutricionais específicos, mantendo o foco na hidratação e na nutrição.

Venda de lâmpadas incandescentes está proibida no país

Está proibida a venda de lâmpadas incandescentes com potência de 41watts (W) até 60 W. Quem não atender à legislação poderá ser multado entre R$ 100 e R$ 1,5 milhão. A restrição foi estabelecida com o objetivo de minimizar o desperdício no consumo de energia elétrica. Uma lâmpada fluorescente compacta economiza 75% em comparação a uma lâmpada incandescente de luminosidade equivalente. Se a opção for por uma lâmpada de LED, essa economia sobe para 85%.

Nosso impacto na Amazônia é ainda maior do que o imaginado

Em todo o mundo, as políticas públicas de conservação de biomas como o amazônico focam no combate ao corte raso, prática que elimina toda vegetação existente em uma área. No entanto, esforços para conservar espécies tropicais não terão sucesso se não levarem em consideração o controle das perturbações mais comuns causadas pelo homem: a exploração madeireira, os incêndios florestais, a fragmentação de áreas remanescentes e a caça. Esta conclusão está em um estudo publicado na última edição do periódico Nature.

Belo Horizonte é eleita a capital brasileira mais próxima da economia de baixo carbono

Pelo terceiro ano consecutivo, o júri internacional de especialistas do Desafio das Cidades elegeu a capital como a mais próxima, no Brasil, de alcançar a economia de baixo carbono. A cidade foi agraciada com o título de Capital Nacional da Hora do Planeta e concorrerá ao posto de Capital Global com outras 19 cidades escolhidas como representantes de seus respectivos países.

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Sobre Julia Abrahão

Observadora, coolhunter e diretora de inovação na Vytre. Aqui, como slowhunter, a intenção é desacelerar, aprender e reaprender, sem deixar de ser cool.

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