Slow Links | 7

Por Julia Abrahão

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Começou com muita leveza e vimos que sairia bastante coisa bacana daí. A Julia Abrahão, ao entrar na equipe do Review, virou a nossa “Slow Hunter”, por seu interesse e “faro” para pesquisas relevantes sobre assuntos do Brasil e de fora relacionados ao slow living, estilo e consumo conscientes, inovações.

Assim como o cool hunter “caça” o que está prestes a virar uma febre, a gente torce para que histórias como as compartilhadas pela Julia também inspirem – e se propaguem – para fortalecer a cultura slow pelo mundo e incentivar mudanças.

 

O que é o Fair Trade? (inglês)

Nem todo comércio é justo. Agricultores e trabalhadores do início da cadeia nem sempre recebem uma parte justa dos lucros e benefícios do comércio. O Fair Trade, ou comércio justo, é uma abordagem alternativa ao comércio convencional, baseado na parceria entre produtores e consumidores, que oferece aos consumidores uma maneira de reduzir a desigualdade através das compras do dia a dia.

Apesar dos esforços da indústria, há ainda muita coisa que você não sabe sobre aquela camiseta (inglês)

Da fazenda de algodão, passando pela fábrica de roupas até chegar às passarelas, a indústria do vestuário tem mais problemas sociais e ambientais do que demonstra ter. Por trás dos anúncios e das belas modelos, se esconde um negócio sujo, com uma produção que consome grandes quantidades de água e substâncias tóxicas, a maioria dela realizada em países pobres e escondida dos olhos do consumidor. A Sustainable Apparel Coalition (SAC), aliança global de varejistas, marcas e fornecedores criada em 2009, tem se esforçado para reduzir o impacto social e ambiental da indústria da moda, mas ainda há muito o que ser feito.

Você sabe onde suas roupas foram feitas e quem as fez? (inglês)

O BuzzFeed produziu, em Los Angeles, um vídeo que mostra pedestres sendo abordados e questionados sobre quem fez suas roupas. A maioria não fazia ideia da resposta.

Workers sew garments on the production line of the Protik Apparels garment factory in Dhaka, Bangladesh, on Monday, April 29, 2013. Bangladesh authorities said they were accelerating rescue efforts at the factory complex that collapsed last week as hopes fade for more survivors after the nation's biggest industrial disaster. The government has decided to constitute a panel to identify garment factories in the country at risk of collapse, cabinet secretary Hossain Bhuiyan told reporters on April 29. Photographer: Jeff Holt/Bloomberg via Getty Images

A mulher que está transformando camisetas velhas em novos pares de jeans (inglês)

Stacy Flynn acredita que cada peça de roupa usada tem seu valor e, aparentemente, a Levi Strauss & Co também. As duas se uniram para criar o modelo de jeans 511 (usando 5 camisetas usadas e um pouco de algodão) e provar que é possível reduzir a quantidade colossal de resíduos produzida pela indústria têxtil.

Jeans com repelente?

A Santista Jeanswear lançou, recentemente, os modelos Denim Therapy Repeller e Repeller Light, jeans com tecnologia similar à utilizada em uniformes do exército e roupas de acampamento, que repelem alguns mosquitos transmissores de epidemias, como a dengue. Os tecidos possuem acabamento à base de Permetrina, um composto sintético que também é utilizado na base de creme e sprays repelentes encontrados no mercado. 

Um breve história das etiquetas de roupas  (inglês)

De onde vêm as etiquetas de nossas roupas e quem foi que decidiu que elas são importantes? Quais leis regulamentam e impõem o seu uso e para o que servem? Esse artigo responde essas e outras perguntas à respeito do item mais indesejado na moda.

Documentário: “Living Wage Now” relata a vida das trabalhadoras asiáticas (inglês)

Produzido pela Asia Floor Wage Alliance, um consórcio internacional de sindicatos e grupos de direitos trabalhistas, o documentário Living Wage Now volta o olhar para a luta das empregadas das indústrias do vestuário em busca de um salário digno. O filme dá voz a mais de 40 milhões de mulheres vindas de Bangladesh, Camboja, India e Indonesia que arriscam suas vidas diariamente e sofrem violência, abuso sexual, passam fome e até morrem por causa das roupas baratas que consumimos.

Festival Glastonbury 2016 terá área só para mulheres (inglês)

Chamada de The Sisterhood, a área será aberta exclusivamente para mulheres e para todas as pessoas que se identificam como sendo mulher. Os produtores do festival explicam que um espaço assim é necessário em mundo ainda regido por homens e pensado para homens. A área contará com DJs, performances, workshops, aulas de dança e mais.

Glastonbury

1/3 das mulheres no mundo não têm acesso a um banheiro, e essa é uma questão feminista e ambiental (inglês)

Uma em cada três mulheres e meninas em todo o mundo não tem um vaso sanitário e passa um total de 97 bilhões de horas por ano tentando encontrar um lugar para fazer suas necessidades. Quando encontram, correm o risco de sofrer agressão ou estupro. E mesmo onde existem instalações sanitárias, elas podem não ser adequadas para a higiene devido à falta de privacidade, luz e espaço. Como resultado, a UNICEF estima que só na África, uma em cada 10 meninas em idade escolar deixam de ir à escola quando estão menstruadas ou abandonam inteiramente as aulas. O acesso a um banheiro tem um enorme impacto sobre a saúde, educação e vida das mulheres.

Especialistas alertam para a necessidade global de mudança da agricultura industrial para a agroecologia (inglês)

O recente relatório do Painel Internacional de Especialistas em Sistemas Alimentares Sustentáveis (IPES-Food), ‘From Uniformity to Diversity: A paradigm shift from industrial agriculture to diversified agroecological systems’, analisa os dados sobre os resultados de diferentes modelos de produção agrícola e identifica as principais razões para a agricultura industrial estar parada no tempo e ser tão resistente a mudanças. Emile Frison, Diretor Geral da Bioversity International e autor do relatório, explicou que um dos principais obstáculos à mudança não é a falta de conhecimento e evidências, mas sim o fato de o poder de decisões estar concentrado nas grandes empresas agrícolas. De acordo com ele, para efetivar a produção agroecológica diversificada é necessário democratizar a tomada de decisões e reequilibrar o poder no sistema alimentar global. 

Frutas e legumes jogados no lixo poderiam salvar o planeta da ameaça da fome

Por volta de 800 milhões de pessoas ao redor do mundo estão passando fome. No entanto, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO, na sigla em inglês), continuamos a jogar fora uma quantidade de comida – em âmbito mundial, 1,3 bilhão de toneladas por ano – suficiente para alimentar mais que o dobro das pessoas que hoje sofrem de falta de alimentos. Para onde está indo toda essa comida? 

E é com orgulho que o Slow Food anunciou que seu presidente, Carlo Petrini, foi nomeado Embaixador Especial da FAO, na Europa, para a estratégia Fome Zero. O Slow Food está presente em mais de 160 países, o Brasil incluído, claro, para garantir que todos tenham acesso a um alimento bom, limpo e justo. A nomeação de Carlo Petrini reflete esta contribuição.

Iniciativa transforma lixo em renda para famílias nigerianas  (inglês)

Lagos, cidade mais populosa da Nigéria, está enfrentando um grande problema de gestão de resíduos, o que tem ameaçado a saúde da população e o meio ambiente. Pensando nisso, um empresário criou o Wecyclers, iniciativa social que incentiva famílias de baixa renda a serem agentes de reciclagem. Através de bicicletas de carga, a população recolhe o lixo pela cidade e a remuneração é calculada proporcionalmente ao peso total arrecadado.

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Wecyclers

Garrafa feita de algas se decompõe assim que fica vazia (inglês)

O festival Design March, que aconteceu em Reykjavík, capital da Islândia, revelou aos visitantes uma garrafa 100% degradável, feita, surpreendentemente, a partir de algas. A garrafa se parece com uma garrafa de plástico comum e mantém sua forma enquanto houver líquido dentro, mas uma vez que ela se esvazia, começa a se decompor.

Coreia do Sul cobra multa por lixo orgânico para evitar desperdício de alimentos 

Na Coreia do Sul, a população tem que pagar pelo lixo orgânico que descarta. A estratégia faz parte das medias governamentais para reduzir o desperdício de alimentos e minimizar a quantidade de resíduos descartados. O processo é simples: descartou, pagou.

O hambúrguer impossível é possível, e está prestes a ser lançado (inglês)

Criado pela startup Impossible Foods, o hamburguer vegano Impossible Burguer é um dos mais aguardados do ano e chega nesse mês aos restaurantes americanos. Fundada em 2011, a startup é uma das mais consolidadas da década, tendo recebido mais de 182 milhões de dólares de investimento (como de Bill Gates, por exemplo). O Impossible Burguer é, de acordo com os criadores, “uma combinação de proteínas, gorduras, aminoácidos e vitaminas derivados do trigo, raízes de plantas de soja, coco, batata e outras fontes vegetais”. O objetivo? Projetar os sabores e texturas até então exclusivos da carne de vaca, pois, de acordo com eles, as vacas são uma “tecnologia ineficiente”.

Fofura: tartaruga amputada consegue andar com a ajuda de rodinhas (inglês)

Uma tartaruga tem ganhado o coração dos indianos enquanto anda pelo zoológico com patas improvisadas feitas de rodinhas. Os cuidadores notaram que a tartaruga não estava conseguindo se mover e chegar até a comida, após ter sido atacada por um mangusto e perdido uma das patas, então fizeram uma pequena operação para colocar as rodinhas, e agora ela se move até mais rápido que as companheiras de jaula.

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Sobre Julia Abrahão

Observadora, coolhunter e diretora de inovação na Vytre. Aqui, como slowhunter, a intenção é desacelerar, aprender e reaprender, sem deixar de ser cool.

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