Slow Links | 6

Por Julia Abrahão

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Começou com muita leveza e vimos que sairia bastante coisa bacana daí. A Julia Abrahão, ao entrar na equipe do Review, virou a nossa “Slow Hunter”, por seu interesse e “faro” para pesquisas relevantes sobre assuntos do Brasil e de fora relacionados ao slow living, estilo e consumo conscientes, inovações.

Assim como o cool hunter “caça” o que está prestes a virar uma febre, a gente torce para que histórias como as compartilhadas pela Julia também inspirem – e se propaguem – para fortalecer a cultura slow pelo mundo e incentivar mudanças.

 

Três tecnologias moldando o futuro da moda (inglês)

Dos teares industriais para o e-commerce, novas tecnologias têm formulado e reformulado o mundo da moda. Mas, muitas vezes, tais inovações levam muito tempo para serem aceitas nessa indústria enraizada na – e ainda assim resistente à – mudança. Três tecnologias emergentes têm chamado a atenção: plataformas de mensagens, impressoras 3-D e a realidade virtual.

As mulheres que fazem as nossas roupas (inglês)

Aproximadamente 80% dos trabalhadores na indústria da moda são mulheres. Essas mulheres são praticamente invisíveis, mas desempenham um papel vital na produção, com mão-de-obra de baixíssimo custo, irregular e sem segurança e garantia dos direitos trabalhistas.

Uma camiseta nunca deve custar $10, e se custar, nós devemos perguntar o porquê (inglês)

Em 1902 ter um vestido custava, no mínimo, 25 dólares (o equivalente a 621,50 dólares hoje). Como a indústria da moda evoluiu, os preços das roupas naturalmente caíram, mas o fast fashion tem tirado vantagem desse fato e lançado as expectativas dos consumidores em uma espiral descendente, indo para um ponto onde os preços não condizem mais com a realidade – ou pelo menos não condizem com os direitos dos trabalhadores. As estratégias manipuladoras do fast fashion nos fizeram acreditar que roupas baratas são OK, mesmo já estando comprovado que investir em qualidade será sempre mais ético e rentável a longo prazo.

Foto: Heather Stilwell

Trabalhadoras em protesto no Camboja (Foto: Heather Stilwell)

Vídeo: organização ensina mulheres a produzir os próprios absorventes  (inglês)

Já imaginou perder 50 dias de aula ou 30 dias de trabalho por ano, simplesmente por não ter condições de comprar um absorvente? Pois essa é a realidade de muitas mulheres em Ruanda. Pensando nisso, Elizabeth Scharpf criou, em parceria com a Johnson & Johnson Consumer Inc, a organização SHE (Sustainable Health Enterprises) para ensinar mulheres a produzir os próprios absorventes feitos de fibra de bananeira.

Escravidão Moderna atinge mais de 45 milhões de pessoas no mundo

De acordo com o Índice de Escravidão Global 2016, da Fundação Walk Free, 58% das pessoas atingidas pela escravidão vivem em apenas cinco países: Índia, China, Paquistão, Bangladesh e Uzbequistão. Tráfico de pessoas, trabalho infantil, exploração sexual, recrutamento de pessoas para conflitos armados e trabalho forçado em condições degradantes, com extensas jornadas, sob coerção, violência, ameaça ou dívida fraudulenta, são algumas das formas de escravidão moderna. No Brasil, 161,1 mil pessoas estão submetidas à essa condição.

Brasileiros se preocupam com o meio ambiente, mas não querem ter gastos extras

Pesquisa recente realizada pela Cupons Mágicos com 1300 pessoas indica que 96% dos brasileiros estão preocupados com o meio ambiente. Porém, a maior parte diz não estar disposta a ter gastos extras para ser sustentável. Além disso, 42% afirmaram que se preocupam com a procedência de suas roupas mas não costumam consumir moda sustentável porque é cara; 33,6% procuram comprar roupas de marcas éticas e sustentáveis e 22,7% não se preocupam com a procedência de suas roupas.

“A Relação do brasileiro com o mar termina na praia”

Na extensa costa brasileira, de cerca de oito mil quilômetros, raros são os pescados que vêm de uma cadeia produtiva que leva em conta as relações sociais e ambientais envolvidas na pesca. As praias estão poluídas por esgoto, lixo. O problema do plástico é alarmante. Há um comportamento predatório em relação ao mar. Os recursos pesqueiros são coletados à exaustão. Já quase acabamos com a sardinha, antes abundante na nossa costa. E outras espécies vão na mesma rota. 

Uma pequena atitude pode ajudar a salvar os oceanos (inglês)

Os EUA, sozinhos, jogam fora 500 milhões de canudos de plástico diariamente que, quando chegam ao mar, são consumidos pelos peixes ou ficam presos e machucam os animais. A simples decisão de não utilizar mais canudos de plástico faz a diferença.

Fofura: nasceu um filhote de panda de espécie rara

Com mãe Hao Hao e pai Xing Hui, o bebê nasceu em um zoológico na Bélgica e é quase um milagre, pois atualmente existem menos de 2.000 pandas dessa espécie em liberdade.

Foto: Benoit Bouchez/Pairi Daiza/AP

Foto: Benoit Bouchez/Pairi Daiza/AP

Podcast: No Ordinary Garbage (inglês)

Estamos cada vez mais interessados em saber de onde vem o que consumimos, mas o lixo que produzimos permanece praticamente invisível para nós. Quando jogamos algo fora, não só o removemos da nossa casa, mas da nossa consciência. Nesse podcast, o produtor Miles Traer aborda três histórias na tentativa de descobrir para onde vai e o que acontece com o lixo que produzimos, e o que podemos aprender sobre nós mesmos a partir do que deixamos para trás.

World Cities Report 2016 (inglês)

O relatório Cidades do Mundo, divulgado recentemente pela ONU-Habitat, analisa o desenvolvimento urbano no mundo nos últimos 20 anos e traz evidências de que “novas formas de colaboração, cooperação, planejamento, governança e financiamento” são necessárias para trazer mudanças positivas nas cidades, globalmente.

Alguns dados presentes no relatório:

– 54% da população mundial vive atualmente em cidades e a expectativa é que, em meados deste século, esse percentual suba para 66%;

– O mundo é mais desigual hoje do que era há 20 anos: 75% das cidades têm níveis maiores de desigualdade hoje do que duas décadas atrás.

– Atualmente, as 600 principais cidades do mundo têm 1/5 da população mundial e geram 60% do Produto Interno Bruto (PIB) global, e estão localizadas principalmente em países desenvolvidos. Em 2025, a previsão é de que a contribuição dessas cidades para a economia mundial permaneça a mesma, mas sua composição irá mudar, com uma maior presença de municipalidades de China, Índia e América Latina — um indicativo de que o centro de gravidade do mundo urbano está se movendo para os países em desenvolvimento, particularmente para o sudeste da Ásia.

Carros produzidos antes de 1997 são banidos das ruas de Paris (inglês)

A partir de primeiro de julho, carros fabricados antes de 1997 estarão proibidos de trafegar durante os dias de semana, no intervalo entre 8h e 20h. Já as motos devem ter sido fabricadas após o ano 2000 para terem permissão. A medida tem como proposta a redução da poluição e as multas variam entre 35 e 450 euros.

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Sobre Julia Abrahão

Observadora, coolhunter e diretora de inovação na Vytre. Aqui, como slowhunter, a intenção é desacelerar, aprender e reaprender, sem deixar de ser cool.

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