Reflexões que nos trouxeram ao slow living

Por Bruna Miranda

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Em 2012, quando começamos com as conversas e anotações que nos trouxeram o privilégio de trabalhar com as temáticas da sustentabilidade, criatividade e inovação, nos vimos encantadas com cada inspiração de vida que se harmonizava com esses assuntos, como o minimalismo, consumo consciente, mais tarde o lowsumerism… Dessas incríveis conexões, acabamos reformulando, um tempinho depois, o nosso trabalho aqui no Review com o conceito Slow, que abrange tudo isso com muita força, mas também delicadeza, além de um equilíbrio acolhedor que nos incentiva a olhar para nós mesmos para uma abordagem pessoal.

Por uma ampla vivência anterior na área da comunicação de moda, o slow fashion acabou sendo a principal atuação, principalmente por termos começado a apoiar e atuar com a campanha Fashion Revolution aqui no Brasil. Então o termo “slow lifestyle” se tornou um incentivo daqueles! Mais uma comprovação de que seria muito possível – e ainda melhor! – continuar atuando com os assuntos ligados ao estilo de vida, porém conectados a propósitos, inovação, novos olhares e novos caminhos.

Guia Slow Lifestyle | Edição um | Silvia Vasconcellos

Guia Slow Living | Um | Silvia Vasconcellos

E é assim que a gente acredita que cada um começa a se interessar, conhecer e aplicar o slow em suas vidas: cada um tem a sua porta de entrada. Se a minha foi na moda, a da nossa fotógrafa Silvia, por exemplo, foi na gastronomia. A da Luna, nossa designer, pelo design minimalista! E outra coisa que nos motiva muito e que adoramos reforçar – e por experiência própria – é que, uma vez que o slow entra em nossa vida por uma área, todas as outras portas vão se abrindo e a nossa vida, por completo, começa a ser inspirada por suas abordagens. Um exemplo: começamos a buscar melhores escolhas e mais conhecimento sobre o que vestimos; daí começamos a pensar nisso na hora de buscar o que comer; o que leva a uma pesquisa por cosméticos mais saudáveis para a gente e para os produtores e menos impactantes para o meio ambiente; que vai para um crescente interesse por hortas caseiras; viagens mais desaceleradas e com mais essência; experiências mais gratificantes; simplicidade; leveza; benefícios e atuações compartilhadas, e por aí vai….

O lembrete dessa reflexão é para a gente dizer que estamos – como tudo no mundo, não é? – nos movimentando em reformulações e agora migramos de vez o Review para uma base no abrangente Slow Living. Claro que a moda continua a ser uma parte muito importante do nosso trabalho, mas queremos também nos envolver, inspirar e compartilhar cada vez mais o slow em toda a magnitude que ele pode alcançar para nos suavizar e nos reconectar aos valores essenciais.

E todos continuam convidados a participar com a gente! Agradecemos sempre por cada companhia e gestos de apoio.

Repost da querida Isabel Carli das primeiras páginas da edição um do Guia Slow: "Viver mais lentamente? Sim, principalmente com a aceleração que tomou conta do mundo. Mas é bem mais que isso. O Slow Living sugere uma vida inspirada por valores simples e reais."

Repost da Isabel Carli das primeiras páginas da edição um do Guia Slow: “Viver mais lentamente? Sim, principalmente com a aceleração que tomou conta do mundo. Mas é bem mais que isso. O Slow Living sugere uma vida inspirada por valores simples e reais.”

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Sobre Bruna Miranda

Bruna é empreendedora e jornalista, idealizadora da plataforma Review e da revista impressa Guia Slow Living, e está experimentando uma vida nômade pelo Brasil. É movida pelo que é atemporal ...

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