Slow Links | 4

Por Julia Abrahão

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Começou com muita leveza e vimos que sairia bastante coisa bacana daí. A Julia Abrahão, ao entrar na equipe do Review, virou a nossa “Slow Hunter”, por seu interesse e “faro” para pesquisas relevantes sobre assuntos do Brasil e de fora relacionados ao slow living, estilo e consumo conscientes, inovações.

Assim como o cool hunter “caça” o que está prestes a virar uma febre, a gente torce para que histórias como as compartilhadas pela Julia também inspirem – e se propaguem – para fortalecer a cultura slow pelo mundo e incentivar mudanças.

 

Será que a moda está caminhando para a combustão? Grandes nomes da indústria dão a sua opinião (inglês)
“A moda também precisa de pausas, e às vezes do silêncio, para ser totalmente apreciada.” – Giorgio Armani

Foto: Mark Leibowitz/Masterfile

A moda está indo muito rápido e está matando a criatividade (inglês)
“Esses designers têm estúdios, dólares, e enormes máquinas de publicidade à sua disposição, mas eles não têm o luxo do tempo: tempo para desenvolver uma ideia, tempo para deixá-la de lado, tempo para falhar da maneira que você inevitavelmente precisa quando está começando qualquer tipo de empreendimento criativo”.

– As preocupações e sabedoria de Yohji Yamamoto (inglês)
“[…] o fast fashion está arruinado tudo. As pessoas desperdiçam roupas. Elas compram e compram, às vezes sem nem usar e, ultimamente, acabam jogando no lixo. É poluição. Até mesmo alguns produtos usados para fazer as roupas são tóxicos. Já há tanto desperdício desnecessário no mundo”.

Fast Fashion não é democratização da moda
“Democratizar a moda não é vender objetos duvidosos a preço de banana. Democratizar seria distribuir o valor gasto na produção entre diferentes grupos sociais”.

– 20 marcas da indústria têxtil que foram flagradas fazendo uso de trabalho escravo
Dentre elas Renner, M.Officer, Le Lis Blanc, Bo.Bô, Zara e Marisa.

– H&M assina acordo com promessa de melhores direitos trabalhistas a 1,6 milhões de trabalhadores têxteis (inglês)
“Inclui direito à sindicalização, à recusa em trabalhar em condições perigosas e a negociar coletivamente por melhores salários”.

– H&M tem um novo plano trabalhista e ele se parece muito com todos os outros (inglês)
“Estes são apenas alguns dos motivos que os defensores do salário mínimo estão céticos quanto ao novo plano da H&M. Não só se parece muito com declarações anteriores da empresa, mas também ainda carece de especificidades que alguns têm exigido da H&M há anos. Sim, ela afirma que os salários vão subir em 68 fábricas, mas não revelou ainda em quais fábricas nem como os salários serão”.

– Anos após a tragédia em Rana Plaza, muitas fábricas de Bangladesh ainda são “armadilhas de morte” (inglês)

5 dicas dicas sustentáveis para a Indústria da Moda (inglês)
“[…] a culpa é sua e minha, porque nós compramos essa porcaria. Se não estivéssemos comprando eles não estariam vendendo, por isso temos o poder, não eles”.

– Vídeo: Alexa Chung investiga o futuro da moda em documentário da Vogue Britânica

A designer Lauren Bowker criou roupas que reagem à temperatura, movimento e até à poluição  (inglês)

– Europa lança o ECAP – European Clothing Action Plan
O plano de ações para a indústria do vestuário tem como objetivo incorporar ao setor os princípios e a prática da economia circular.
“[…] o ECAP pretende investigar toda a cadeia produtiva, incluindo os processos de reciclagem e reutilização, para encontrar uma forma de minimizar a quantidade de resíduos gerados pela indústria e recuperar o que possa ter uma vida longa”.

Vídeo: Mini documentário sobre Economia Criativa e Sustentabilidade

– Se a indústria do azeite de dendê esperar que os consumidores se preocupem, a sustentabilidade não vai chegar a lugar algum (inglês)
“Há uma desconexão entre a sustentabilidade, a compreensão dos consumidores e a ação.”

 Sistema de carro comunitário e sustentável pode chegar a BH (foto do topo)
“Pela proposta da startup, de 30 a 50 veículos elétricos, de pequeno porte e totalmente recicláveis, serão disponibilizados para motoristas habilitados em locais estratégicos da cidade.”

– Governo livra carros elétricos e movidos a hidrogênio de Imposto sobre Importação
“A partir de 27 de outubro, todo carro elétrico ou movido a hidrogênio que chegar ao Brasil vindo do exterior não vai mais pagar o Imposto de Importação – a alíquota é de 35% sobre cada novo veículo oriundo de outro país”.

– Nova lei aprovada na França exige que edifícios construídos em zonas comerciais devem ser cobertos parcialmente por plantas ou painéis solares
“Diversos são os benefícios dos telhados verdes: além da beleza natural, eles contribuem com o meio ambiente ajudando na gestão de águas pluviais; atuam como filtros naturais e também ajudam a melhorar o sistema de ventilação; fazem um excelente trabalho de capturar poluentes; filtram gases nocivos e abrem espaços para novas áreas de lazer e hortas comunitárias, além de expressarem claramente o amor ao meio ambiente e dar um refresco nas selvas de pedras”.

– Hambúrguer de caju criado no Ceará aproveita fibras da fruta que antes eram descartadas.

Sedex lança o Sedex Advance, plataforma para o fornecimento ético e sustentável (inglês)
“Rápido, poderoso e fácil de usar, o Sedex Advance é uma solução completa de contratação sustentável, fornecendo ferramentas e insights aos líderes das indústrias para ajudar compradores, fornecedores e auditores a implementarem programas de fornecimento responsável integrados em uma única plataforma construída com a mais recente tecnologia”.

– A larva que come plástico e pode ter papel-chave em reciclagem
“Os pesquisadores descobriram que esses insetos transformam metade do isopor que consomem em dióxido de carbono e a outra metade em excremento, como fragmentos decompostos”.

– Vídeo: Resíduos do queijo tofu são transformados em energia na Indonésia

– A Gastronomia como via de transformação
“O ponto crucial não é mais a quantidade de alimento produzido, mas sua qualidade complexa, conceito que abrange questões de gosto e variedade, respeito pelo ambiente, pelos ecossistemas e pelos ritmos da natureza em geral, assim como o respeito pela dignidade humana. O objetivo é melhorar a qualidade de vida de todos, sem mais tolerar um modelo de desenvolvimento incompatível com as exigências do planeta”, destaca Carlo Petrini em seu livro “Slow Food, Princípios da Nova Gastronomia”.

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Sobre Julia Abrahão

Observadora, coolhunter e diretora de inovação na Vytre. Aqui, como slowhunter, a intenção é desacelerar, aprender e reaprender, sem deixar de ser cool.

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