Slow Beauty, uma beleza natural

Por Bruna Miranda

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Texto para o blog da empresa mineira SejaBio, de cosméticos orgânicos e terapias holísticas (Novembro 2014).

Diverse friends smiling while applying skincare face masks to their faces

Você provavelmente já ouviu falar em alguma coisa relacionada ao conceito Slow. Slow Food, Slow Life, Slow Fashion, são várias as áreas que aderiram a essa tendência saudável, que veio pra ficar. A gente explica:

A proposta do slow (devagar, em português), é perceber que, com os excessos e a velocidade em que vivemos hoje em dia, desacelerar é o melhor a se fazer para a nossa saúde e qualidade de vida. O movimento começou na Itália, na década de 80, à mesa. O slow food surgiu literalmente para se opor ao fast food, comida rápida e prejudicial à saúde, ao meio ambiente e à economia local. Logo chegou no Japão com o slow life, mais abrangente e com base na sustentabilidade, no tempo para se fazer nada e no bem estar pessoal e coletivo – menos conectados, menos quantidade e mais qualidade, mais experiências. Suas qualidades foram percebidas e logo o slow chegou em outras áreas.

Daí vem o Slow Beauty (Beleza Slow) que surgiu nos Estados Unidos e vem se instalando no Brasil: Assim como na alimentação, incentiva que a gente tenha mais consciência dos produtos que consumimos, retomando a conexão com a maneira em que eles são produzidos e valorizando a riqueza de nossa biodiversidade. Um resgate à nossa essência interior e, ao mesmo tempo, garantindo a sustentabilidade das comunidades locais e do meio ambiente, além do respeito aos animais. E então entram os cosméticos orgânicos e os tratamentos holísticos, todos com foco na beleza associada à saúde e ao bem estar.

Aderir ao slow beauty não significa, nem de longe, deixar de lado os cuidados com a beleza, ficar desleixada. A ideia é desacelerar e mudar para o cuidado com o equilíbrio do corpo, fugir de cosméticos com fórmulas carregadas de química. No último século, a indústria da beleza convencional ficou centrada em produtos com ênfase em mudar a nós mesmos, em esconder os sinais do envelhecimento e fazer reparos rápidos. Mais do que melhorar nossa aparência, seus objetivos principais são esconder os sinais do tempo, mascarando-os. Acabamos nos “vendendo” para o desempenho dos produtos que cuidam da beleza plástica exterior a qualquer custo, sem levar em conta como podem afetar não só nosso corpo como a mente, passando a buscar apenas o que é o padrão de beleza vigente.

O slow beauty contraria essa tendência e propõe um novo olhar para a beleza interior, para revigorar o cuidado interno e irradiar uma beleza exterior. Ao melhorar nossa alimentação, por exemplo, os reflexos ficam visíveis em nossa pele, nas unhas e nos cabelos. Ao desacelerar as rotinas ganha-se mais consciência do processo natural de envelhecimento e os rituais de beleza deixam de ser uma guerra contra os sinais do tempo e se transformam em uma celebração da qualidade de vida que alcançamos. Ganhamos consciência de que, aquela olheira, por exemplo, é sinal de que tivemos pouco descanso. Ou de que a unha quebradiça é sinal de que pode faltar algum nutriente em nossa alimentação.

Agora confira dez motivos para adotar os cosméticos orgânicos:

1) A pele é o maior órgão do corpo (incluindo o couro cabeludo), e tudo o que você passa nela acaba em sua corrente sanguínea.
2) Eles não contêm os ingredientes sintéticos dos cosméticos convencionais, que podem agredir a pele, como conservantes, corantes e derivados de petróleo.
3) São realmente naturais, feitos com ativos vegetais e óleos essenciais que são mais bem absorvidos pela pele.
4) Os homens usam em média 6 produtos de higiene pessoal por dia, e a mulher 12, podendo ser expostos a 168 substâncias químicas diferentes todos os dias, segundo pesquisa de 2004 do Environmental Working Group (EWG), instituição norte-americana voltada para a segurança dos cosméticos.
5) Grande parte das substâncias químicas usadas na indústria de cosméticos não foram testadas em relação à segurança do uso em humanos, também segundo o EWG.
6) Os governos não regulam de forma efetiva a maioria das substâncias potencialmente tóxicas usadas na indústria de cosméticos.
7) Há muitos estudos científicos que ligam a exposição a toxinas químicas ao aumento da infertilidade, problemas hormonais, câncer e outras doenças.
8) Consumo consciente – ao apoiar empresas comprometidas com a preservação do meio ambiente e a estrutura do comércio justo, você contribui para uma economia mais sustentável e um mundo melhor.
9) Usando produtos naturais e biodegradáveis, você melhora a qualidade do esgoto, contaminando e poluindo menos os lençóis freáticos e a água dos oceanos.
10) Se você ama os bichos, provavelmente não vai querer usar produtos que são resultado de testes em animais.

Fontes pesquisadas: Namu, Review Slow Living
Foto do topo: Harmonie Aromaterapia

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Sobre Bruna Miranda

Jornalista e escritora, se inspira na busca por um viver mais consciente e significativo e é idealizadora do Review e da revista Guia Slow Living. Percebe o slow como ...

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