Review na Estrada | Os Primeiros Dez Dias

Por Bruna e Ismael

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Ontem completamos 10 dias dessa nova vida slow nômades, nômades digitais – digital em partes, por conta do Guia Slow Living, impresso e offline. E olha, a primeira coisa que temos a dizer é que parece que se passou, no mínimo, um mês!

Em um primeiro momento poderíamos enfatizar no viajar, no slow travel, e acredito que dessa nossa experiência tem saído boas dicas pra essa área maravilhosa, mas aí ainda paramos e relembramos que se trata de um dia a dia, um cotidiano, onde quase tudo nos é incerto, novo e aberto ao que vier, receptivo ao fluxo em que escolhemos nos sintonizar. É uma viagem por suas descobertas, por lugares novos, mas sem ter aquela casinha única e confortável a nos esperar de volta… só que isso deixa tudo ainda mais motivador, mesmo com as inseguranças que surgem, habituados que ainda somos a uma vida “planejada e segura”. ⠀

Uma vida em que você conhece e vivencia lugares diferentes e iniciativas conscientes, no nosso caso, enquanto trabalha e tudo o mais pode sim ser viável e confortável, com, citando alguns, escolhas pensadas e planejadas dentro do possível (e isso pode levar meses ou até anos) e compartilhamento, de casas a momentos, informações, serviços. E também, no nosso caso, com internet e um correio por perto.

Conhecendo a horta orgânica do Seu Eraldo em Imbassaí | Praia do Forte/BA

Acreditamos e comprovamos cada dia mais que os planos e expectativas que a gente tem pela vida ela aceita se for realmente o melhor, se for nos levar ao caminho de sermos quem somos, de fazermos o que viemos fazer. Enquanto isso ela nos ensina e, especialmente, nos conecta a quem temos encontros e relações mágicas, de tão especiais e construtivas. ⠀

Antes mesmo de sairmos de BH nosso projeto inicial foi mudado pelas circunstâncias: iríamos no começo de setembro pra Trancoso, passaríamos mais dias em Itacaré e, em seguida, Salvador, pra nossa agenda de atividades. Mas a produção do Guia atrasou um pouco, por bons motivos com relação a seu resultado, e daí tivemos menos tempo em Trancoso e voltaríamos pra Itacaré depois de Salvador mas, pela estrada longa, mais o ferry boat, acabamos achando melhor que ficasse pra um novo momento e que seguíssemos em frente mesmo (fora as dicas mil que recebemos sobre a Praia do Forte e seus arredores!). Mas sabemos que Itacaré continua na lista, por bons motivos que fomos descobrindo, além do que já queríamos conhecer por lá e pelas redondezas. Viva essa vastidão incrível da Bahia! ⠀

Um clássico, o mirante do Quadrado, em Trancoso

Nesses 10 dias, mesmo sendo pouco, ainda, também aproveitamos para descansar um pouco e já aprendemos que: mesmo enxugando bem ainda trouxemos mais coisas do que realmente usamos – incluindo cabelos, rs, e pelo menos dentro do que tínhamos pra vida que estávamos acostumados – e com isso estamos deixando presentinhos pelo caminho, especialmente para nossos anfitriões! Isso também, claro, nos ajuda com uma bagagem mais leve e prática. Aprendemos que temos que ter paciência com essa primeira fase em que às vezes precisamos de algo que ficou no carro, e tem que ir lá buscar, ou procuramos algo e não nos lembramos onde está… vamos ajustando. Aprendemos que em alguns momentos vamos achar um lugar para ficar em cima da hora, pelas mudanças que acontecem, e cansados, mas faz parte. ⠀

Aprendemos que essa simplicidade que buscamos tem nos preenchido de uma maneira inexplicável. E que cada história que vamos ouvindo de pessoas que se aproximam do nada, ou que a gente mesmo puxa uma conversa, ou de encontros que já aconteceriam mesmo, são fabulosas e muitas nos tocam de um jeito… E que os lugares com uma característica muito turística padrão realmente fogem do que priorizamos como vida e também como viajar.

Aprendemos que estamos (incluindo Claudinha e Varlô, desnorteados com tanta novidade – incluindo elevador, rs – com menos desconfiança e com um misto de medo e euforia do mar) bem felizes com as possibilidades, os encontros e com termos escolhido esse nosso Brasil, suas belezas, suas maravilhas, suas pessoas e iniciativas inspiradoras, apesar de todos os desafios – que fazem parte, de uma maneira ou de outra! ⠀

Os cachorros conhecendo o mar!

Agora, 1700 km depois da saída de BH, estamos na Praia da Forte, um lugar apaixonante onde vamos falar com mais calma em um próximo post, já que por enquanto é onde ficamos por mais tempo. Daqui provavelmente vamos para Mangue Seco, fechando a Bahia, e depois para a Praia do Saco e Aracaju, dando início a um novo estado (mas Bahia, nos aguarde de volta! Temos ainda muito a conversar!). ⠀

E reforçamos o nosso convite/pedido: aceitamos dicas e tudo o mais que vocês acharem a cara de um slow living/travel por esses caminhos brasileiros! No viver, no criar, no fazer, no encantar… ⠀

Pra quem chega aqui por agora, contamos nossa história pelo Brasil com o Guia Slow Living e o Slow Para Transformar aqui.

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Sobre Bruna e Ismael

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