9 Benefícios e Desafios de Trabalhar em Casa

Por Bruna Miranda

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(Escrito em abril/ 17 e atualizado em março/20)

Em 2008 eu tive meu último emprego fixo, em uma agência de comunicação. Daí embarquei em um processo de (aprender a) empreender, onde sigo até hoje. Entre 2010 e 2011 tive um escritório em BH, trabalhando de segunda a sexta produzindo eventos e com o privilégio de me locomover depois dos picos do trânsito. Uma ótima experiência em um espaço bem decorado e vivido com liberdade, uma equipe querida e Heinekens nas tardes de sexta.

De 2013 para cá trabalho basicamente em home office e alguns dias entre cafés, bibliotecas e, um pouco menos, também em coworkings e espaços colaborativos. Mais um privilégio por poupar o tempo e energia do deslocamento, mais tranquilidade, economia e uma agenda flexível, além de poder cozinhar e trabalhar no meu próprio espaço e aconchego.

Agora, em tempos de estadia integral em casa, atualizei esse post em que listei o que me ajuda a trabalhar em casa de um jeito mais organizado, agradável e produtivo, e que pode inspirar quem também precisa se adaptar a essa realidade global do momento, e também para quem futuramente quer adotar ou fortalecer o trabalho remoto – visto como o presente/futuro do trabalho para diversas áreas. Outro motivo desse post,  lidarmos melhor com as desvantagens do home office.

1. Sem ser tão rígida mas na medida do possível mantenho horários fixos. Início, término, refeições, pausas. Isso me mantém centrada, e com a agenda organizada.

2. Não trabalho de pijama, rs. Mesmo sem ter compromissos fora me arrumo de um jeito que diferencia que estou em um horário de trabalho e não “relax em casa”. Alguns dias até me arrumo mais tanto por gostar (e sentir falta, às vezes) quanto para gravar algo, ou fotografar. Mas de novo com o equilíbrio em pauta, também gosto do estilo “comfort wear”, um meio termo muito bem vindo. E quando trabalho nos fins de semana de vez em quando o sofá, a cama ou o tapete também entram em cena. Afinal, por que não?

3. Tenho um cômodo só para trabalhar – ode fica também minha arara de roupas – e também para aproveitar os momentos comigo mesma de leituras, meditação/yoga/exercícios, música… hoje considero essencial separar esse ambiente dos outros, se possível. Mas há alguns anos trabalhei no mesmo quarto em que dormia, e enquanto estive em uma temporada nômade trabalhava onde dava – de lindos jardins e espreguiçadeiras na piscina ou com vista para o mar até bancadas na cozinha e onde mais dava, mesmo – então penso que fazer o possível para se manter focado e com menos distrações (nada como um fone de ouvido e uma música neutra) é o que mais importa, enquanto aprimoramos os ambientes e a possibilidade dele ser confortável, arejado e silencioso na medida do possível.

4. Mais 2 pontos positivos do home office: trabalhar com os cachorros por perto, trazendo outra energia. E poder decora-lo à sua maneira, com suas inspirações ao redor. O essencial, para mim, é que seja um espaço leve e com o que considero valioso em Beleza, Afeto e Utilidade (e para isso te sugiro o passo a passo do Mapa do Desapego, já conhece?)

5. E outro: poder praticar a siesta depois do almoço, às vezes, aqueles 15 minutos revigorantes.

6. Bom para qualquer ambiente profissional, tentar não se prender tanto ao multitasking e aos excessos como um todo, como as várias abas abertas; as mil distrações do celular. Quem sabe alguns horários mais precisos no dia para responder mensagens e emails; tentar focar em uma atividade por vez para fazer bem feito e por completo, algumas pausas de tempos em tempos para relaxar a mente e esticar as pernas (dizem que a cada 25 minutos é o ideal). Aparentemente simples, sabemos que na prática isso não funciona certinho assim mas não importa, pois o quanto possível já vale bem, além de se tornar um hábito aprimorado, com o tempo.

E daqui, o que vejo de negativo nesses quase 10 anos de trabalho em casa e que sigo buscando aliviar no dia a dia:

7. Se você não está sozinho, a chance de se dispersar é grande, seja em conversas, barulhos, tv, pessoas te chamando, etc, especialmente se você não tem um espaço exclusivo pro trabalho. Por isso vale reforçar seus horários consigo mesmo e com quem você convive, para menos interrupções.

8. Como sempre há algo de casa a ser feito, acontece de se perder nessas tarefas. O jeito é praticar se desligar mesmo, o quanto der, focando no compromisso com seu momento de trabalho. O mesmo com os imprevistos.

9. Como tudo em excesso, tem hora que bate um desânimo e até uma tristeza por ficarmos sozinhos demais, ou dentro de casa o tempo inteiro. Por isso é essencial saber a hora de interagir com outras pessoas como possível – mesmo que online – aliviar a mente fora da internet, movimentar o corpo – mesmo que em casa. Inclusive para não deixar passar a vitamina D do sol, como acontece com tanta gente que trabalha em espaços fechados. Que seja na varanda, na janela…

Para algumas pessoas, essa opção simplesmente não é possível ainda. Acredito que daqui em diante, especialmente pós coronavirus, claro, caminhamos para um melhor entendimento das reais necessidades e possibilidades do trabalho. Que foque mais nos essenciais, no impacto positivo como um todo: em nossa saúde integral, nos ambientes, no criar, interagir.

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Sobre Bruna Miranda

Bruna é empreendedora e jornalista, idealizadora da plataforma Review e da revista impressa Guia Slow Living, e está experimentando uma vida nômade pelo Brasil. É movida pelo que é atemporal ...

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