Precisamos falar de abelhas e outros insetos

Por Diorela Bruschi

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Há um tempo vemos a agonizante história das abelhas pelo mundo. Elas estão adoecendo, morrendo e… se extinguindo. Sem abelhas, não há polinização suficiente. E sem polinização não teremos plantas, frutos, alimento. Se alguém está dando de ombros ou respirando aliviado porque não gosta de frutas e legumes e só come carne, temos uma notícia para esta pessoa: o animal que você come, come frutas e legumes ou vive de outro animal que coma frutas ou legumes. De toda forma, a morte das abelhas representa um risco enorme para todos.

É atribuída a Albert Einstein uma frase que diz que se as abelhas se extinguirem, em quatro anos irá também a Humanidade. E por mais que a Humanidade às vezes pareça antipática, apática e estranha a nós mesmos, não é o caso de desejar o seu desaparecimento nem por um segundo, mas a sua recuperação ou redenção. Então vamos lá!

Joguei no google “como parar de matar abelhas”. E a primeira página da pesquisa só serviu para minha decepção. Tudo que encontrei foram formas de eliminar abelhas. Ok, sei que não vamos querer dormir no meio de um enxame. Mas precisamos delas e precisamos aprender a conviver com insetos e pequenos animais sem dar um faniquito a cada vez que eles passam pelo nosso caminho. Insetos são sim importantes para o ciclo da vida e para a reciclagem. Para não morrermos atolados no nosso próprio lixo, por exemplo. Por isso, sempre que encontrar um inseto no seu quarto, dê preferência a tirá-lo de casa ao invés de matá-lo com veneno.

Procurei então “como salvar as abelhas (e a Humanidade) da extinção” e encontrei algumas ideias.
No primeiro artigo, uma ideia inovadora da colmeia termosolar (link no final do texto). Na sequência, encontrei um pedido para que a gente pare de consumir produtos feitos sem nenhum cuidado com o meio ambiente, com pesticidas que destroem não somente a capacidade de trabalho das abelhas, mas o seu próprio fígado quando consome seus produtos. Por isso, colaborar com produtores locais, que trabalham de forma orgânica e respeitosa é fundamental, por muitos motivos, e agora também por este.

Aprender a cozinhar e usar os produtos naturais que você escolheu também colabora com a redução do consumo de produtos feitos com enormes quantidades de veneno que destroem populações inteiras de insetos. Este desencorajamento do uso de substâncias nocivas é uma das nossas esperanças para que as abelhas consigam sair da lista de animais em risco de extinção. Então, atenção até na hora de comprar mel. Dê preferência para quem mostra com transparência como é feita a coleta.

Outra ideia é criar plantas que atraiam abelhas como lavanda, orégano e girassol e as ajudem a manter funcionando este sistema lindo que precisa ser conhecido e respeitado por nós. Mais opções de plantas neste link.

Há ainda, uma série de outras dicas, e esta aqui que é preciosa: Estudar. Grande parte dos nossos erros vêm da nossa ignorância, preguiça e prepotência. Buscar conhecimento a respeito do meio ambiente, abelhas e outros animais pequenos é uma forma de tentarmos salvar a nós mesmos dos dramas que criamos. Há 8 anos, tive a oportunidade de fazer um curso sobre insetos (durante o carnaval!) e somente lá aprendi que, em sua maioria, os insetos existem para nos ajudar (claro, alguns são transmissores de doenças, como o pernilongo, por isso é preciso conhecimento até para se cuidar). Foi assim que perdi o medo de vários e aprendi a lidar com outros mais perigosos. A fobia contra insetos (ou qualquer outra coisa) apenas limita nossa capacidade de movimento, crescimento e interação. As vezes limita a própria vida. Façamos uma forcinha, então. Por esses seres tão trabalhadores (estou falando das abelhas)!

Abelhas entram para a lista de animais em extinção

Sobre a colmeia termosolar

Para salvar abelhas (em inglês)

Para salvar abelhas (artigo diferente, mas em português)

Documentário “As abelhas e os homens” disponível em francês

Foto do topo também por Diorela Bruschi

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Sobre Diorela Bruschi

Advogada, redatora e professora, vive entre o Brasil e a França e seus contrastes culturais. Autora dos blogs Direito é Legal e Saída à Francesa, aprecia a vida em comunidade ...

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