Esses sim são “chocolates sem culpa”

Por Bruna Miranda

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Com tantas situações desagradáveis envolvendo o chocolate nos últimos tempos – desde os ovos de páscoa invadindo os supermercados antes mesmo do carnaval ao trabalho exploratório infantil, má qualidade e altíssimo preço – reunimos aqui algumas marcas brasileiras que oferecem chocolates e ovos de páscoa feitos com cuidados e realmente gostosos. E tem cada sabor inusitado que não tem como não agradar a todos os gostos, incluindo os veganos e os intolerantes à lactose. Para analisar com calma e presentear com chocolates “de verdade”, que trazem um gosto muito mais especial!

Monama – Marca paulista orgânica (IBD e Orgânico Brasil). Seus ovos de páscoa vêm com sabores como amendoim e banana com chocolate; castanha de caju, baru, blueberry, cranberry e bombons; cacau nibs, flocos de arroz e sal do himalaia e leite de coco.

Gallete – Marca sustentável e de pequena produção de Santana, SP, certificada Fair Trade (comércio justo). Dentre seus ovos de páscoa, a coleção Ervas traz sabores como ganache de capim limão com gengibre, ganache de manjericão com limão siciliano e ganache de alecrim e azeite, feitos com chocolate meio amargo.

Amma – Marca de chocolates orgânicos (Orgânico Brasil) e artesanais de Salvador, Bahia, que desenvolveu uma edição de três sabores de cacau de páscoa: chocolate com leite de coco, chocolate com açaí e chocolate com maracujá.

Zotter – Marca austríaca e inusitada de chocolates orgânicos e de comércio justo (IBD, Fair Trade, Fair for Life). Têm em seus destaques da páscoa os ovos Lee, veganos: chocolate de arroz recheado com creme de laranja e decorado com dois ovos de chá verde recheados com nougat de gergelim; chocolate de framboesa, groselha e coco recheado com fina camada de nougat caramelo, coberto com ovos de chocolate de maracujá recheados com macadâmia.

Java – Chocolates artesanais feitos em pequena escala em BH com o lema “quanto menos ingredientes, melhor”. Barras com porcentagens de cacau que variam entre 54% a 70% e com ingredientes como damascos, amêndoas, cranberries, café do sul de Minas, sal do himalaia, grãos e pimenta vermelha.

Genevy – Marca paulista que tem como ponto principal o chocolate feito sem qualquer ingrediente de origem animal. Seu carro chefe são as barras de chocolate Only4, com apenas 4 ingredientes: cacau e sua manteiga, açúcar e óleo de côco, nos sabores puro, flor de sal, chia, cranberry, linhaça e nibs.

Quetzal – Do Rio, chocolates naturais feitos com cacau orgânico certificado – vindo de cooperativas no Pará e Bahia ou da Venezuela – e açúcar de coco ou mascavo; sem aditivos químicos, gordura hidrogenada, soja ou butteroil (gordura anidra). As barras vêm com opções ao leite, aerados, amargos em várias concentrações de cacau, licor de marula (fruta africana), pimenta, laranja, maracujá, flor de sal, sal do himalaia, oleaginosas diversas e sabores inusitados como coco ao curry, branco com pétalas de rosa e chocolate com bacon ou com cerveja. A marca também busca minimizar seu impacto através da preservação da água, da redução de resíduos e da produção de embalagens recicláveis e replantáveis, e todas elas vêm com um QR Code para informar de que região vem o cacau usado.

Raros Fazedores de Chocolate – De São Paulo, o chocolate exclusivamente brasileiro da marca possui apenas dois ingredientes: cacau e açúcar, sem leite, gorduras, conservantes ou aromatizantes. As amêndoas, quando vêm de produtores distintos, não são misturadas para que a gente conheça as características do terroir de cada um. Trazem o conceito From Bean to Bar, que significa realizar todas as etapas da produção, e o cacau é moído na pedra, à moda antiga, em um processo tradicional e lento. Nas versões cacau com pedaços de café, com puxuri, embiriba, mel, nibs e dentre as porcentagens de 50% a 100%.

Mendoá – De Salvador, seus chocolates são concebidos na Floresta Atlântica brasileira, com todas as etapas concentradas na Fazenda Riachuelo, em Ilhéus, também na Bahia – do cultivo do cacau à embalagem. Lá, pratica-se o cultivo tradicional no sistema Cabruca, que consiste na implantação da cultura do cacau sob a proteção das árvores da Mata Atlântica, de forma descontínua e circundada por vegetação nativa, um manejo sustentável da agrobiodiversidade local. Nas porcentagens de cacau de 50% a 99% e, além do tradicional, também com coco, gengibre, pimenta, café, diet e castanha do pará.

Oh My God! Chocolates – Uma oficina artesanal, Criolo Cacau, onde, da embalagem ao chocolate, tudo é feito pelo chocolatier Bruno Lasevicius com técnicas tradicionais, manualmente e em pequena escala, sem aditivos ou conservantes. Conheça aqui seus produtos que vão além das barras – panettones, trufas, alfajor, brigadeiros, bolos e tortas – e a linha Páscoa. Interessante também que eles ensinam como desgustar de verdade um chocolate bem feito e  outras informações para fortalecer a cultura da degustação e apreciação.

Manjê – De BH, e das suas comidinhas saudáveis para casa ou escritório, vieram gostosuras para uma páscoa saborosa, nutritiva e saudável, com a delícia de tâmara com cacau e castanha do pará, brownie com ganache de cocolate no pote e mousse de cacau com castanha de caju e abacate. Sem glúten, sem lactose e sem açúcar refinado.

Inês Chaves – Cake Design – Uma novidade criativa e inusitada para a Páscoa pela mineira Inês Chaves, da Le Chocolat, um espaço gourmet de delícias de chocolate na capital mineira. Em parceria com o Gaveta de Histórias, eles desenvolveram ovos que vêm com uma surpresa em formato de história, contando como a Páscoa é celebrada em um determinado país. Para saborear o chocolate enquanto descobre o que acontece nessa data na França, na Austrália, em Bermudas e em vários outros cantos do mundo. Eles estão em dois pontos de venda do Guia Slow, a Casa Amora e a Uber Trends.

Leia mais sobre o chocolate orgânico.

* Obrigada a todos que compartilharam com a gente novas dicas!

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Sobre Bruna Miranda

Bruna é empreendedora e jornalista, idealizadora da plataforma Review e da revista impressa Guia Slow Living, e está experimentando uma vida nômade pelo Brasil. É movida pelo que é atemporal ...

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