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Living Things

Por Ana Rodarte

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O Museu de Arte Contemporânea de Pittsburgh (Museum of Contemporary Art in Pittsburgh), no Estado da Filadélfia, Estados Unidos, recebe uma instalação de encher os olhos de todos nós, que buscamos a manutenção de ambientes sustentáveis e esteticamente convidativos. “Living Things“, de Jacob Douenias e Ethan Frier, explora a simbiose entre humanos e algas fotosintéticas através de uma mobília que cultiva organismos vivos.

As microalgas são alguns dos organismos mais antigos e prolíficos na Terra. Elas são protoplantas unicelulares sem raízes, talos ou folhas, encontradas em líquidos. Representando 1% de toda a biomassa da Terra, as microalgas se responsabilizam por manter a bomba que mantém a nossa atmosfera e o equilíbrio de carboníferos. A densidade de energia e materiais ricos em nutrientes deixados por esses micro-organismos representam uma vastidão de recursos úteis ainda desconhecidos para os seres humanos.

O uso de micro-organismos na indústria vai da fermentação de bebidas alcóolicas à produção de biocombustíveis. Com “Living Things”, Douenias e Frier mostram que, em um futuro não tão distante, a relação de benefício mútuo entre humanos e microorganismos será externalizada e celebrada na construção de ambientes.

De acordo com os criadores da instalação, que contém sala, espaço para jantar e uma cozinha, a plasticidade deste material vivo nos permite criar estruturas vivas que reciclam luz, calor e dióxido de carbono produzidos pelas atividades humanas. A partir deste material e do metabolismo das algas, obtém-se uma biomassa rica que pode ser consumida como sustento, usada como fertilizante na agricultura ou mesmo convertida em biocombustível.

“Living Things foi instalada em maio deste ano e ficará disponível para visitação até 27 de março de 2016. Para saber um pouco mais, acesse o artigo “Living Things”, de Lydia Janis Caldana para a “Trend Tablet”.

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Sobre Ana Rodarte

Formada em Comunicação Social e estudante de Design de Produto. Com o slow, busca significados e valores dentro dos sistemas de produção têxtil. Inovação, sustentabilidade e inclusão social a moveram ...

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