Porque eu fiz uma dieta em meu armário (em 6 passos simples)

Por Bruna Miranda

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Acompanhe as divertidas experiências e dicas da atriz Drew Barrymore durante o seu processo de “Minimalizar o Closet”. Me identifiquei muito! De dois armários mais uma arara repleta de roupas, acessórios e sapatos, doei, aos poucos, uns bons 80%, eu mesma às vezes paro e quase não acredito que cheguei tão longe, realmente porque vivia na base de muito excesso! E continuo no processo, a cada dia… Não me arrependo em nada, pelo contrário! Viva a praticidade, o conforto e a sustentabilidade do foco no estilo atemporal.

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Se, de acordo com o ditado, “a roupa faz o homem”, então eu digo: “a roupa faz da mulher uma louca!”. Aqui está o porquê…

No melhor sentido da palavra, os fashionistas são um pouco obcecados. Então, talvez isso se enquadre na categoria “louco-bom”. E, depois, tem os “eu não me importo”, e, depois, tem eu: o tipo “eu me importo, mas eu luto com o meu corpo”, então eu visto as mesmas coisas repetidamente. Eu também gosto de fazer compras para me inspirar, mas, em seguida, a maior parte delas acaba inchando o meu armário em uma montanha de coisas que eu não consigo nem ver direito. Se alguém se aventurasse nele, iria dizer que eu tenho muitas roupas. No entanto, eu uso a mesma calça jeans que ficou jogada no chão ontem com a minha camiseta favorita, macia e desleixada. No inverno, é inevitavelmente a dupla jeans e suéter. Já no verão é difícil, porque eu não gosto de nada curto, então me esforço para ficar coberta e ainda fresca.

Mas o grande problema é o seguinte: Meu armário continua ficando maior e maior com essa dieta não saudável das compras sem clareza. O que eu estou procurando, na verdade, e por que não consigo encontrar??

Bem, para começar, eu tenho quase 40 anos e as roupas dos 20 não fazem mais sentido. E, depois de dois bebês, as roupas dos 30 não cabem mais. Estou em uma encruzilhada de roupas e é doloroso, às vezes.

Guarda Roupa Sustentável Guarda Roupa Minimalista

Ilustração por Blake Wright

Na maioria dos dias, quando entro em meu closet, uma pequena voz começa: “nada vai ficar bom! Você vai só ficar como antes. Não se preocupe em tentar algo diferente, não vai ficar incrível!”. No momento em que alcancei o cabide, já estou desanimada. Então, me volto para o jeans e a camiseta que eu não vou questionar, e saio triste, desejando que eu tivesse vestido algo mais emocionante e inspirador.

Mas esse é o ponto: eu quero uma roupa eu não vou questionar. Eu não quero estar fora ao meio dia tendo um momento inseguro “eu gostaria de poder ir para casa trocar de roupa”. Então, eu não me arrisco. Aí, de volta em casa, tem todas aquelas roupas ali apenas existindo, penduradas em seus cabides. Eu nunca quero dizer coisas negativas sobre mim mesma quando entro em meu armário a cada dia. Como uma nova mãe, tenho um novo corpo e um novo senso de moda, mais calmo, e eu quero que seja assim, um processo mais calmo… mas como?

A Dieta do Closet

Primeiro: fiz o que todo mundo fala que você deve fazer – Me livrei de tudo o que eu realmente não uso.

Todas aquelas roupas falidas que se enquadram no “para alguma ocasião” ou “vai servir algum dia”  finalmente foram para a pilha de doação ou revenda! (Um ótimo lembrete: uma boa maneira de ganhar um dinheiro ou crédito extras é levar algumas das suas melhores peças para um brechó que venda consignado, que foi o que eu fiz. Mas, ainda mais importante, também levei a maioria das minhas roupas para instituições locais. Assim, eu sei para onde tudo está indo, e são sempre lugares que respeito – sei que eles vão colocar as roupas em um lugar mais significativo).

Ilustração por Blake Wright

Ilustração por Blake Wright

Segundo: fiz um pouco de cada vez.

Todo o desapego levou algumas semanas e eu queria fazer sem pressa. E, com crianças, você tem brechas limitadas (os momentos perfeitos são durante as sonecas!).

Terceiro: eu coordenei as cores, coisa que mudou a vida.

O arco íris ajuda porque é visualmente limpo. Quando você pega algo neutro, daí você pode ir para as cores e pegar outra coisa para misturar.

Quarto: eu categorizei todas as minhas roupas.

Sim, saias com saias, calças com calças e vestidos com vestidos. Até agora, com essa abordagem, eu acho que eu já vou direto para a exata peça que preciso, ao invés de ficar em pé como o Ursinho Pooh, em frente ao armário, precisando sentar mas ainda olhando para um monte de tops.

Quinto: seja corajoso. Faça cortes profundos.

Tente chegar até a uma paleta zen de roupas usáveis – mas o que é vestível para você. Para mim, isso significa que eu me livrei de estampas excêntricas que apenas não eram boas o suficiente, ou loucas, cores fortes que eu parecia nunca vestir. Caso em questão: eu apenas nunca vou usar os sapatos pink de trilha, da Nike, com as calças chinesas de pijama (sim, eu usei uma vez…), então elas se vão!

Sexto: espere depressão e/ou crises de identidade.

Meu armário parecia estar limpo. Mas, não mais eclético ou selvagem o suficiente. Na verdade, parecia que eu não tinha mais roupas. Ele ficou muito escasso! Eu estava triste. Será que tinha ido longe demais? Eu estava sentindo falta do meu velho lado divertido e senti como se tivesse me tornado uma mulher meio chata e conservadora – mas nem mesmo de um jeito cool. Eu estava mais, como, eu não sei … apenas não eu.

Mas em seguida, algo aconteceu. Houve uma notável falta de caos em que eu poderia realmente começar a brincar com as roupas na minha cabeça antes de chegar ao armário. Isso era diferente. Normalmente, meu diálogo interno era derrotista e ficava fugindo do assunto. Agora, eu estava ansiosa por essa curadoria minimalista que não me oprimia. Caramba! Essa dieta do armário está funcionando!

Ilustração por Blake Wright

Ilustração por Blake Wright

Eu comecei a aplicá-la para fazer compras. Ao invés das compras por impulso para preencher um vazio, agora eu sei o que eu realmente visto, então tenho comprado roupas com consciência. E acrescentando um pouco de “ginga” aqui e ali, mas com uma estampa floral ou um top de paetês no lugar de algumas peças vintage insanas que eu costumava comprar (ainda as respeito, mas simplesmente não posso usá-las mais).

Meses mais tarde, meu armário é são e eu estou feliz. Eu não tenho uma batalha cada vez que me visto. E digo para mim mesma: “Você sabe o que funciona, então foque nisso e seja boa com você mesma!”. Sim, meu corpo mudou muito como uma nova mãe. Mas, mais importante, é a minha responsabilidade para enviar mensagens boas e empoderantes para meus filhos. Não podemos nos enfraquecer tanto e esperar que mensagens negativas não cheguem em nossas crianças. É sobre fazer o que funciona para você e o que faz você se sentir bem. Muito parecido com um closet, nós temos que abrir espaço em nossas mentes para coisas maiores e melhores. Mas, não machuca fazer isso vestindo algo bonito – um que saiu do seu novo e agradável armário.

Traduzido do artigo original no site Refinery29.

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Sobre Bruna Miranda

Desde que meu armário coube na mala busco a leveza abundante dos essenciais, dos atemporais, da soma de resgates e inovações.

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1 Thought to Porque eu fiz uma dieta em meu armário (em 6 passos simples)

  1. Eliane Saluto Responder 20 de julho de 2015 at 21:09

    Gostei muito do seu post. Parabéns

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