Sustentável e “très chic”

Por Bruna Miranda

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Ao mesmo tempo em que vem caindo por terra a associação da moda sustentável com uma estética inferior, cresce o seu lado que “nem parece sustentável”. O mais acessível, na minha opinião, para que possamos escolher a moda consciente, ambientalmente e socialmente responsável, ao mesmo tempo em mantemos o nosso estilo pessoal de sempre.

Pois quem ainda tem alguma dúvida de que isso seja possível, até no tapete vermelho a sustentabilidade já chegou, e não é de hoje. Os projetos Green Carpet Challenge, criado em 2009 pela italiana Livia Firth, diretora criativa do Eco Age e esposa do ator Colin Firth, e o Red Carpet Green Dress, fundado em 2010 pela atriz americana Suzy Cameron, esposa do diretor James Cameron, desafiam designers de todo o mundo a criar roupas de gala a partir de materiais e técnicas sustentáveis. E têm resultados incríveis com vestidos e ternos impecáveis, e com todo o glamour e beleza que um tapete vermelho inspira.

No Oscar 2015, que aconteceu essa semana, o projeto Red Carpet Green Dress vestiu o ator Jake McDorman, do filme American Sniper, e Gina Rodriguez, da série Jane the Virgin. Moda sustentável com o luxo do tapete vermelho.

No Oscar 2015, que aconteceu essa semana, o projeto Red Carpet Green Dress vestiu o ator Jake McDorman, do filme American Sniper, e Gina Rodriguez, da série Jane the Virgin – Moda sustentável com o luxo do tapete vermelho

Meryl Streep no Oscar 2012 - em que ganhou a estatueta por sua atuação em "A Dama de Ferro" - vestiu um ecofriendly Lanvin com o Green Carpet Challenge

Meryl Streep no Oscar 2012 – em que ganhou a estatueta por sua atuação em “A Dama de Ferro” – vestiu um ecofriendly Lanvin com o Green Carpet Challenge

Além da missão “tapete verde”, os dois projetos também realizam parcerias com marcas renomadas para criar coleções sustentáveis e extremamente desejáveis. É o caso da Stella McCartney com o Green Carpet Challenge, que falamos aqui, e agora o Red Carpet Green Dress com a americana Reformation. Para mim, é sem dúvidas a marca que mais consegue aliar o upcycling sustentável com uma estética lindíssima (o já citado “nem parece sustentável”). A criadora da marca, Yaya Aflalo, aposta em feminilidade e descontração, principalmente em vestidos, mas também em saias, casacos, jeans e outros, sempre com um toque sexy e “cool”, mas ao mesmo tempo com conforto e um toque urbano e vintage. A marca segue crescendo (tem lojas em NY e Los Angeles e um e-commerce pra lá de atraente) e vem fazendo muito sucesso inclusive com celebridades como Taylor Swift, Karlie Kloss e Rihanna. Também falei da Reformation aqui.

Marca (re) apresentada, agora a gente volta à parceria com o projeto Red Carpet Green Dress, com a coleção ecofriendly de seis vestidos “No Red Carpet Needed”, que vão do dia para a noite. Todos também são produzidos na fábrica própria em Los Angeles, com materiais que vão do tencel – fibra de celulose feita da polpa de madeira, natural e renovável, retirada de florestas gerenciadas e auto-sustentáveis – ao viscose livre de formaldeído e que vem de florestas geridas de forma sustentável. As peças custam de 68 a 328 dólares e 25% das vendas serão destinadas à instituição educacional e sem fins lucrativos MUSE School CA, da fundadora do projeto, Suzy Cameron, com sua irmã, Rebecca Amis.

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Sobre Bruna Miranda

Desde que meu armário coube na mala busco a leveza abundante dos essenciais, dos atemporais, da soma de resgates e inovações.

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1 Thought to Sustentável e “très chic”

  1. Isadora Responder 25 de fevereiro de 2015 at 14:00

    O maior desafio no Brasil é sairmos da idéia ultrapassada de que sustentabilidade, orgânico e saudável são coisas de “bicho grilo” ou pessoas “natureba”. Mas sim, que essa é uma tendência mundial que vai possibilitar uma mudança no modelo do consumo e esperamos que também possibilite uma sobrivência mais harmonica no planeta.

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